CAPÍTULO DOIS

Principais artigos da fé islâmica


1. Crença em Deus Único

O ensinamento fundamental do Profeta Muhammad e o pilar central do Islam, é a crença em Deus, o Altíssimo, em Sua unicidade e o culto somente a Ele, louvado seja.

O pensamento monoteísta é sintetizado pela frase: “la illaha illa Allah”, isto é, “não existe divindade afora Deus”. Este reconhecimento (kalima) quer dizer que somente Deus, o Altíssimo, é digno de ser adorado e louvado, sendo a única divindade que existe. Eis o princípio fundamental do Islam: toda doutrina gira em torno deste pensamento .

O Islam proíbe a adoração de qualquer elemento da criação, sejam pessoas(como santos ou profetas), objetos inertes(como pedras, montanhas, terra, fogo, água, etc.), ou seres imaginários(como deuses ou espíritos).

Quanto aos santos e profetas, não são dignos de adoração, pois foram homens e agora estão mortos, não têm poder algum de criação e não podem beneficiar nem prejudicar ninguém, apenas podem servir de exemplo para outros homens, devido a sua boa conduta e devoção sã a Deus, o Altíssimo.

Quanto à adoração de elementos da natureza(como fogo, montanhas, terra, pedras, astros, árvores, etc.), é sem sentido, já que estas coisas foram criadas e não são capazes nem mesmo de subsistirem sozinhas, sendo inteiramente dependentes de Deus, o Altíssimo, para existirem. Atribuir poderes a elementos da natureza é absurdo, porque o homem os domina, sendo superior a eles. Não navega o homem nos mares e semeia a terra? Não viaja o homem no espaço? Isso porque Deus, o Altíssimo, submeteu ao homem todos os elementos da natureza. Sendo-lhes o homem superior, como poderia rebaixar-se a ponto de adorá-los? Uma investigação superficial é suficiente para demonstrar o equívoco daqueles que atribuem poderes e adoram elementos da natureza.

Quanto a adoração de seres imaginários(como deuses, espíritos e outros), simplesmente não existem, como se poderia adorá-los?

O Islam também proíbe a adoração de estátuas e até mesmo sua fabricação, assim como atribuir poderes a qualquer objeto material(como talismãs, por exemplo), pois nada é capaz de representar a grandeza de Deus, o Altíssimo, que está muito além da forma, sendo necessário para adorá-Lo um certo grau de abstração que é anulado quando existe um objeto de culto. Atribuir poderes transcendentais a objetos materiais é um grande insulto ao Criador do Universo, louvado seja.O Islam proíbe as superstições, pois já estabelece a forma adequada de culto: a partir do momento em que o próprio Deus, o Altíssimo, ensinou o homem a adorá-Lo, qualquer invenção por parte do homem é um insulto a Deus, o Altíssimo.“Não existe divindade afora Deus” exclui qualquer possibilidade de politeísmo, idolatria e superstição. Tais atos são os mais abomináveis perante Deus, o Altíssimo, e foram expressamente proibidos por Ele, o Altíssimo, pois são frutos da ignorância pura e afastam o homem da fé sã e da conduta reta. Eis o primeiro e mais básico princípio do Islam: não atribuir parceiros a Deus, o Altíssimo.

Só Deus, o Altíssimo, é superior a todas as coisas, só Deus, o Altíssimo, é Criador e tem poderes, só Deus, o Altíssimo, subsiste sozinho e é imortal. Por isso o muçulmano só adora a Deus, o Altíssimo, e só a Ele, louvado seja, se submete.

“Tudo o que existe sobre a terra perecerá,Só subsistirá o rosto do teu Senhor, o Majestoso, o Honorabillíssimo.”Alcorão, surata 55:26 e 27

“Deus ! Não há mais divindade além d'Ele, Vivente, Auto-Subsistente, a Quem jamais alcança a inatividade ou o sono; dEle é tudo quanto existe nos céus e na terra. Quem poderá interceder junto a Ele sem o Seu consentimento? Ele conhece tanto o passado como o futuro, e eles (os humanos), nada conhecem de Sua ciência senão o que Ele permite. O Seu trono abrange os céus e a terra, cuja preservação não o abate, porque Ele é o Supremo, o Altíssimo.” Alcorão, surata 2:255 (versículo do trono)“Tudo quanto existe nos céus e na terra glorifica a Deus, porque Ele é o Poderoso, Prudentíssimo./ Seu é o reino dos céus e da terra, dá a vida e a morte, e é Onipotente./ Ele é o Primeiro e o Último; o Visível e o Invisível, e é Onisciente./ Ele foi Quem criou os céus e a terra, em seis dias, e então assumiu o Trono. Ele bem conhece o que penetra na terra e o que sai dela; o que desce do céu e tudo que a ele ascende, e está convosco aonde quer que estejais, e bem vê tudo quanto fazeis./ Seu é o reino dos céus e da terra e a Deus retornarão todos os assuntos./ Ele insere a noite no dia e o dia na noite, e é Sabedor das intimidades dos corações.” Alcorão, surata 57:1-6

Por causa da crença em Deus, o Altíssimo, e do culto somente a Ele, louvado seja, Muhammad foi perseguido pelos árabes de seu tempo, que apesar de reconhecerem sua ascendência em Abraão, o monoteísta(p.e.e.), eram politeístas, idólatras e não admitiam abrir mão do que pensavam, do que tinham aprendido com seus pais e avôs. Mas como a Verdade se sobrepõe ao erro, o Islam saiu vitorioso, e de seus inimigos, os que não sucumbiram, acabaram por se converter.

“Volta teu rosto para a religião monoteísta. É a obra de Deus, sob cuja qualidade inata criou a humanidade. A criação feita por Deus é imutável. Esta é a verdadeira religião; porém a maioria dos humanos o ignora.” Alcorão, surata 30:30

Efeitos do monoteísmo na vida humana

Fé, para o muçulmano, não é algo vago e relativo. A palavra árabe “iman”, que se traduz por fé, quer dizer convicção plena, certeza absoluta, que não deixa espaço para dúvidas.

Quem crê em Deus, o Altíssimo, na Sua Unicidade, tem no coração a certeza integral desta crença, é algo firme e inquestionável, que vai se refletir  em todos os aspectos de sua vida.

O homem que compreende a Unicidade Divina vê o mundo e a humanidade como uma unidade, onde todas as criaturas provém do mesmo e único Criador, louvado seja, e estão submetidas a mesma e única Lei.

Esta convicção produz no homem um maior grau de respeito próprio pois ele sabe que acima dele só está Deus, louvado seja, único que tem poderes para beneficiá-lo ou prejudicá-lo, ele passa a se submeter exclusivamente a Deus, o Altíssimo, não havendo espaço para subserviência a outro homem ou qualquer outra criatura.

Esta convicção torna o homem despretensioso e simples, infundindo-lhe o sentimento de modéstia e humildade, pois ele tem consciência que tudo vem de Deus, o Altíssimo, e a Ele, louvado seja, pertence e retornará. O crente não se desilude nem abate diante das adversidades, assim como não se ensoberbece na abundância e não é opulento no poder. Sabe que tudo o que lhe acontece foi previsto por Deus, louvado seja, faz parte de Seu plano, portanto é inevitável. Ele tem confiança em Deus, o Altíssimo, no momento da adversidade e pede humildemente ao Seu Senhor, louvado seja, que o ampare, e na abundância, humildemente agradece ao Seu Senhor, o Altíssimo, e dispõe de todos os seus bens a serviço de Sua causa, pois reconhece que tudo pertence a Ele, louvado seja.

Esta convicção torna o homem virtuoso e reto, ele sabe que não existe outro meio de sucesso além do comportamento honesto, ele procura agradar a Deus, o Altíssimo, em todos os assuntos, fazendo de todos os seus atos, atos  de
adoração, sabe que Deus, o Altíssimo, o observa e tem consciência de que apenas a boa conduta, a submissão a Ele, o Altíssimo, e o cumprimento de Suas prescrições, é o caminho para o sucesso nesta vida e na Outra.

Quando  age corretamente, segundo as prescrições de Seu Senhor, louvado seja, o crente se sente firme e forte, nada pode abatê-lo, entrega a Ele, louvado seja, toda sua vida e se orienta n'Ele, o Altíssimo, sobre todos os assuntos.

O crente desfruta da verdadeira liberdade, pois a disciplina e obediência a Deus, o Altíssimo, purifica seu coração e sua mente, deixa de ser escravo das paixões e dos desejos materiais, o que lhe trás paz e alegria. Ele se liberta de todas as dependências terrenas ao reconhecer que sua existência só depende de Deus, o Altíssimo.

Aquele que tem a convicção da unicidade de Deus, o Altíssimo, adotará um modo de vida e padrão de comportamento único, que os politeístas, idólatras e supersticiosos jamais poderão atingir, pois só o crente tem o coração pleno de paz e confiança que só a crença na unicidade de Deus, o Altíssimo, pode proporcionar.

2. Crença nos Anjos

O Profeta Muhammad mandou os muçulmanos acreditarem nos anjos e tudo o que sabemos sobre eles é o que nos ensinou a esse respeito o Mensageiro de Deus. Não acreditar nos anjos é desobedecer a Muhammad, por isso desobedecer a Deus, o Altíssimo.

Os anjos são seres puramente espirituais, isto é, não possuem forma ou imagem, o Profeta ensinou que eles forma criados de luz. São criaturas totalmente obedientes a Deus, o Altíssimo, sua existência consiste apenas em louvá-Lo e executar Suas ordens, são seres puros, livres do pecado, não têm iniciativa própria, diferentemente do homem, não são capazes de agir contra Sua Lei.

São responsáveis por diversas atividades, executam diversos serviços, por serem imateriais, estão mais perto de Deus, o Altíssimo, e geralmente servem de intermediários entre Ele, louvado seja, e o homem. Podem assumir forma humana para realizar alguma função específica, mas geralmente só os Profetas são capazes de reconhecê-los.

O anjo Gabriel é famoso por ter levado à Maria, a mãe de Jesus a boa nova de sua gravidez milagrosa e por ter transmitido o Alcorão a Muhammad.

Cada pessoa tem dois anjos da guarda, um sobre cada ombro: eles anotam todas as suas ações e no Dia do Juízo Final estas anotações serão apresentadas perante Deus, o Altíssimo, e servirão para o Julgamento.
          
Há também o anjo da morte, que leva a alma do moribundo e muitos outros tipos de anjos.
           
É proibido adorar os anjos ou atribuir-lhes qualquer poder, pois são apenas servos de Deus, o Altíssimo, e não têm autonomia para fazerem nada de sua própria autoria, apenas cumprem com exatidão as ordens do Criador, o Altíssimo. No primeiro dia da criação do homem, Deus, o Altíssimo, fê-los prostrarem-se perante Adão, a quem concedeu um conhecimento maior que o concedido aos anjos, fazendo dele Seu legatário na terra, por isso não faz nenhum sentido o homem prostrar-se ante os anjos, já que o oposto foi determinado por Deus, o Altíssimo.
           
Também é proibido atribuir imagem ou forma aos anjos, que são seres imateriais e não devem ser representados materialmente.

3. Fé nos Profetas de Deus, o Altíssimo

Crer nos Profetas é reconhecer que apenas estes homens especiais que receberam a orientação direto de Deus, o Altíssimo, têm autoridade para estabelecer uma religião assim como normas de comportamento que aproximem o homem de Seu Criador, louvado seja.

Ninguém pode inventar uma forma de adoração, pois Deus, o Altíssimo, enviou-nos a Sua Mensagem através dos Profetas, afim de que toda humanidade soubesse adorá-Lo adequadamente. Negar a autoridade dos Profetas, inventando novos cultos, é como cometer politeísmo.

Além de ensinarem à humanidade como se deve adorar a Deus, o Altíssimo, temos nos Profetas exemplos de vida e de conduta, pois eles foram homens que, por sua piedade e sensibilidade, estiveram mais próximos de Deus, o Altíssimo. Eles nos ensinaram a vida simples, honesta e piedosa, foram a prova do sucesso de quem segue os mandamentos de Deus, o Altíssimo e a Ele, louvado seja, se entrega, todos conseguiram realizar grandes feitos e mudaram o pensamento e a história da humanidade. Através deles, Deus, o Altíssimo, ensinou aos homens Sua Vontade e através de seus exemplos de vida, vemos como é possível praticar aquilo que foi  revelado por Deus, o Altíssimo.

O Islam não faz distinção entre os Profetas, reconhecendo todos como Mensageiros de Deus.  Deus, o Altíssimo, enviou à humanidade um grande números de Profetas, em todas as eras, para todos os povos. Quanto à legislação promulgada pelos diferentes Mensageiros, estas diferem segundo o lugar, época e maturidade intelectual da humanidade.

Quando a humanidade atingiu o ápice de sua maturidade intelectual, Ele, o Altíssimo, enviou Muhammad com a Mensagem definitiva, que servirá como orientação até o Dia do Juízo Final.

“Dize: Cremos em Deus, no que nos tem sido revelado, no que foi revelado a Abraão, Ismail, Isaac, Jacó e às tribos; no que foi concedido a Moisés e a Jesus e no que foi dado aos outros profetas por Seu Senhor; não fazemos distinção alguma entre eles e só a Ele nos submetemos.”Alcorão, surata 2:136

Por que Muhammad é o último Profeta?

A vinda de um novo profeta só é necessária quando a Mensagem anterior foi adulterada, deturpada, falsificada ou perdida, distanciando-se do que Deus, o Altíssimo, tinha revelado inicialmente como orientação para o homem.

A Mensagem de Muhammad está integralmente preservada, tanto o Alcorão, do qual nem sequer uma letra foi alterada da revelação original, assim como os relatos da vida do Profeta Muhammad, que têm um registro histórico meticuloso. Além disso, a religião revelada a Muhammad continua sendo praticada sem sofrer alterações há mais de 1.400 anos. Tendo sido a Mensagem preservada, não é necessária a vinda de outro Profeta com uma nova Mensagem.

Diz Deus, o Altíssimo, no Alcorão Sagrado:

“Em verdade, Muhammad não é o pai de nenhum de vós homens, mas o Mensageiro de Deus, e o derradeiro dos Profetas.” Alcorão, surata 33:40

Por que seguir Muhammad e não os outros Profetas?

Primeiro porque a revelação concedida aos outros profetas se destinava a orientar seu povo em sua época, possuindo um caráter limitado, contendo legislações que se tornaram ultrapassadas e obsoletas, tendo sido suplantadas por revelações subseqüentes. Já a Mensagem revelada a Muhammad tem caráter universal, pois abrange e sintetiza todas as doutrinas que Deus, o Altíssimo, enviou a todos os Seus Mensageiros, desde Adão.

Além disso, devemos levar em conta o grau de conservação das Mensagens: como poderíamos seguir profetas que não deixaram nenhum registro da Mensagem que receberam, e sobre os quais não há relatos históricos confiáveis que nos permitam seguir seu exemplo de vida?

Todas as mensagens anteriores à de Muhammad que chegaram até nossos dias foram alteradas: sofreram acréscimo e decréscimos pelas mãos do homem, afastando-se da Mensagem original revelada por Deus, o Altíssimo. As adulterações ocorreram tanto nos livros revelados, que foram reescritos, interpretados e traduzidos, passando a conter palavras dos homens, não de Deus, o Altíssimo, quanto nas histórias das vidas dos Profetas, sendo que as histórias mais confiáveis que temos a esse respeito são os relatos do Alcorão e da Sunnah.

No caso da Mensagem revelada a Muhammad, a situação é bem diferente: o Alcorão não sofreu interpolações por parte do homem, continua contendo as puras palavras de Deus, o Altíssimo, nem sequer uma letra da revelação original foi alterada, nem mesmo na pronúncia houve qualquer alteração.

Além disso, a vida de Muhammad foi meticulosamente registrada e os registros, meticulosamente conservados, nada foi criado ou deliberadamente acrescentado, nenhuma personalidade histórica teve sua vida tão fidedignamente registrada, todos os relatos são confirmados por diversas testemunhas idôneas, que acabaram formando cadeias de transmissão que sempre remontam a alguém que convivera pessoalmente com o Profeta Muhammad e muitas vezes participou do episódio narrado. A Sunnah contém tudo o que Muhammad fez e falou, e como agiu nas mais diversas circunstâncias, servindo de maneira abrangente como orientação para os muçulmanos em todos os assuntos, sejam domésticos, religiosos, culturais, políticos, econômicos, etc..

Diante disso, fica óbvio que o único Profeta que pode ser seguido é Muhammad, pois além da Mensagem recebida ter sido conservada, temos abundantes e confiáveis relatos de seu exemplo de  vida.

4. Fé nos livros de Deus, o Altíssimo

Assim como em relação aos Profetas, o Islam reconhece todos os livros que Deus, o Altíssimo, revelou para humanidade: sendo Deus, louvado seja, único, e Sua Mensagem única, todos os livros são igualmente válidos e verdadeiros, servindo de parâmetro e orientação para o homem.

Porém, nos deparamos, mais uma vez, com a questão da conservação da Mensagem: por terem sofrido interpolações por parte do homem, os Livros precedentes não correspondem ao original revelado, sendo impossível seguí-los sem cair no erro. Quando dizemos que o Islam reconhece os livros anteriormente revelados, é só no sentido de admitir que antes do Alcorão, Deus, o Altíssimo, enviou à humanidade outros livros através de outros Profetas, e que todos eram do mesmo  Deus, o Altíssimo, que enviou o Alcorão, não sendo esta revelação um acontecimento inédito nem estranho, mas uma confirmação das instruções divinas deturpadas ou perdidas no passado.

“Tudo quanto te dizem já foi dito pelos mensageiros que te precederam.” Alcorão, surata 41:43

“Eis aqui o livro bendito que temos revelado, confirmantes dos anteriores.” Alcorão, surata 6:92

“E o que te revelamos do Livro é a verdade que corrobora com os Livros que o precederam.” Alcorão, surata 35:31

O Alcorão Sagrado

O Alcorão não é um livro propriamente dito: ele contém as puras palavras de Deus, o Altíssimo, reveladas ao Seu Mensageiro, o Profeta Muhammad, ao longo de vinte e três anos. O que o Profeta Muhammad recebeu como revelação de Deus, o Altíssimo, ele decorou e ditou para seus escribas e Companheiros (R.A.A): isto constitui o Alcorão Sagrado. As revelações vieram fragmentadas, geralmente associadas a acontecimentos na vida do Profeta ou da comunidade. Cada vez que lhe chegava alguma, o Profeta Muhammad as divulgava a seus companheiros e pedia que eles decorassem, escrevessem e multiplicassem suas cópias. Todos os anos, durante o mês de Ramadan, o Profeta revisava os versículos e as suratas até então recebidas perante o anjo Gabriel, desta forma, as colocava em sua seqüência adequada. No último ano de sua vida, o anjo Gabriel pediu que recitasse o conjunto de todas as revelações por duas vezes, assim ficou estabelecido o Alcorão que conhecemos.
           
É preciso salientar que Muhammad não escreveu nenhuma palavra do Alcorão, que foi inteiramente revelado por Deus, o Altíssimo, cabendo a Muhammad apenas receber e divulgar a Mensagem. Questionado a esse respeito pelos seus inimigos que negavam a origem divina do Alcorão, o próprio Deus, louvado seja, respondeu através da revelação:
 
“E se tendes dúvidas a respeito do que revelamos ao Nosso servo (Muhammad), componde uma surata semelhante às dele (Alcorão) e apresentai as vossas testemunhas independentes de Deus, se estiverdes certos.” Alcorão, surata 2:23
           
“Dizem: ele o forjou! Dize: componde, pois, uma surata semelhante às dele ; e podeis recorrer, para isso, a quem quiserdes em vez de Deus, se estiverdes certos.”Alcorão, surata 10:38
           
Jamais homem algum poderia atingir a eloquência, a abrangência, a objetividade e a forma perfeita do Alcorão. É importante ressaltar que a arte poética era elaboradíssima entre os árabes, que sabiam trabalhar sua língua com extrema habilidade. Mesmo assim, ficaram pasmos ante a perfeição formal e a abrangência  do conteúdo do Alcorão, até que todos reconheceram sua infinita superioridade.

O Alcorão contém tudo o que o homem precisa saber de essencial para viver de acordo com a Vontade de Deus. Do princípio ao fim, é só sabedoria e verdade, contém a melhor filosofia e estabelece o mais honesto padrão de comportamento, aponta o caminho certo, guia e orienta o homem para o sucesso nesta vida e na Outra. Nele não há incoerência alguma, é perfeito e completo, abrange todos os assuntos, esclarecendo qual é a determinação de Deus, o Altíssimo, para todas as instâncias. É tão especial em forma e conteúdo que recitá-lo faz parte das práticas de adoração dos muçulmanos.

“Juro, portanto, pela posição dos astros/ Porque é um magnífico juramento- se soubésseis!/ Este é um Alcorão honorabilíssimo/ Num livro bem guardado/ Que não tocam senão os purificados/ É uma revelação do Senhor do Universo./ Porventura, desdenhais esta mensagem?” Alcorão, surata 56:75-81

“Em verdade, (o Alcorão) é uma mensagem de advertência/ Quem quiser que guarde na lembrança/ (Está registrado) em páginas honoráveis/ Exaltadas, purificadas,/ Pelas mãos de escribas/ Nobres e piedosos.” Alcorão, surata 80:11-16

“Deus revelou a mais bela mensagem: Um livro homogêneo (com estilo e eloquência), e condizente. Por ele, arrepiam-se as peles daqueles que temem seu Senhor: logo, suas peles e seus corações se apaziguam ante a recordação de Deus. Tal é a orientação de Deus com a qual encaminha a quem Lhe apraz. Por outra, quem Deus desviar, não terá orientador algum.” Alcorão, surata 39:23

“Temos te revelado o Livro com a verdade, para (instruíres) os humanos. Assim pois, quem se encaminhar será em benefício próprio; por outra, quem se desviar, será em seu próprio prejuízo. E tu não és guardião deles.” Alcorão, surata 39:41

“Tah. Sim. Estes são os versículos do Alcorão, o Livro Esclarecedor,/ orientação e boas novas para os crentes.”  Alcorão, surata 27:1-2

“Louvado seja Deus, que revelou o Livro ao seu servo, no qual não colocou contradição alguma./ Fê-lo reto, para admoestar (aos ímpios) do seu castigo e anunciar aos crentes, que praticam o bem, que obterão uma boa recompensa/ Da qual desfrutarão eternamente.” Alcorão, surata 18:1-3

“Alef. Lam. Ra./ Eis aqui os versículos do Livro esclarecedor / Revelamo-lo como um Alcorão árabe, para que raciocineis.”  Alcorão, surata 12:1-2

“Enquanto for lido o Alcorão, escutai-o e fazei silêncio, para que sejais compadecidos.”   Alcorão, surata 7:204

“E este é o Livro bendito que revelamos(ao mensageiro); observai-o, pois, e temei a Deus, quiçá Ele se compadeça de vós.” Alcorão, surata 6:166

“Em verdade, este Alcorão encaminha à senda mais reta e anuncia os crentes benfeitores que obterão uma grande recompensa / E para aqueles que negam a Outra Vida, temos preparado um doloroso castigo.”   Alcorão, surata 17:9-10

“Só te revelamos o Livro, para que lhes elucides as discórdias, e para que ele seja orientação e misericórdia para os que crêem.”lcorão, surata 16: 64

“Este Alcorão encerra discernimento do vosso Senhor e é, por isso, orientação e misericórdia para os que crêem.”  Alcorão, surata 7:203

“Ó humanos, já vos chegou uma exortação do vosso Senhor, a qual é um bálsamo para a enfermidade que há em vossos corações e é orientação e misericórdia para os crentes.” Alcorão, surata 10:57

Principais diferenças e os livros precedentes

1- O texto original: os textos originais da maioria dos Livros precedentes se perderam em sua totalidade, só restando traduções, já o Alcorão existe hoje exatamente como foi revelado a Muhammad, encontra-se a disposição em seu texto original, fazendo com que a Palavra de Deus seja preservada agora e para sempre.

2- As puras Palavras de Deus: nos livros anteriores, os homens mesclaram suas palavras com as Palavras de Deus; já o  Alcorão contém apenas as Palavras de Deus, em sua pureza original.

3- A autoria: não se pode dizer sobre os outros livros que o autor histórico é realmente o Profeta a quem foi atribuído; já o Alcorão é historicamente confirmado, foi revelado a Muhammad e por ele escrupulosamente ordenado de acordo com a orientação divina.

4- A língua árabe: os livros divinos precedentes foram revelados em línguas sagradas (de alfabetos simbólicos) já arcaicas, mortas e não mais faladas há muito tempo, pouquíssimas pessoas as estudam e compreendem, dificultando o acesso ao conhecimento. Já o árabe, língua em que foi revelado o Alcorão, é uma língua viva, falada em diversos países, por bilhões de pessoas, pode ser compreendida e estudada por qualquer um que queira, com facilidade e modernidade.

5- Mensagem universal: os outros livros divinos se dirigiam a povos em particular, para épocas determinadas, servindo de orientação apenas em um determinado contexto histórico, contendo determinações limitadas a suprir a necessidade de certos povos em certas épocas, perdendo sua validade com o passar do tempo. Já o Alcorão se dirige a toda humanidade de todos os tempos, é uma mensagem universal, imutável, sendo tão perfeita, útil e atual hoje em dia como na época em que foi revelada.

6- A abrangência e o equilíbrio do Alcorão: os outros livros divinos não representavam a vida de virtude sem excesso nem carência, alguns excediam em certos assuntos e deixavam a desejar em outros, jamais representando de forma completa as necessidades de orientação para o homem, sempre enfatizando um ou outro assunto e negligenciando outros. O Alcorão contém não apenas tudo o que havia de bom nos livros precedentes, assim como os aperfeiçoa, apresentando na totalidade os desígnios de Deus, o Altíssimo, abrangendo de forma plena e equilibrada todos os assuntos necessários para orientação do homem na terra, permitindo o estabelecimento de uma norma de vida completa.
7- Coerência e coesão: por terem sofrido interpolações por parte do homem, os livros precedentes perderam sua coesão e coerência, contrariando a si mesmos de parte a parte. O Alcorão é totalmente coerente e coeso, nele não se encontra contradição alguma, do princípio ao fim, ele é só sabedoria e verdade, contendo a melhor filosofia e a mais perfeita Lei para civilização humana.
 
Crença no Juízo Final e na vida após a morte

O Profeta Muhammad mandou os muçulmanos acreditarem na ressurreição após a morte, no Juízo Final e na Vida Eterna.

Componentes essenciais da fé na existência da na vida após a morte

1- Último dia: a vida como conhecemos e este mundo chegará ao fim.

2- Ressurreição: neste dia, todos o seres humanos que existiram sobre a terra serão restituídos a vida e apresentados perante Deus, o Altíssimo.

3- Juízo Final: o registro de todas as ações de cada ser humano será apresentado a Deus, o Altíssimo, para o Julgamento Justo.

4- Recompensa ou punição (Vida Eterna): Deus, o Altíssimo, pesará as boas e as más ações de cada pessoa e decretará a recompensa para os bons e o castigo para os maus; a recompensa será justa e ninguém será prejudicado no mínimo que seja, os merecedores da recompensa desfrutarão da vida eterna no Paraíso e os que merecem o castigo, serão devidamente punidos.
 
Os elementos que compõem o Universo que conhecemos são limitados e estão em processo de evolução. Parece, portanto, lógico, que um dia ele chegue ao fim, e dê lugar a uma nova ordem de coisas: um dia, este Universo onde é possível que haja injustiça chegará ao fim e dará lugar a um outro estágio de evolução, quando surgirá uma ordem mais perfeita e ideal.

Ao fim de tudo, a Justiça definitiva será instaurada, solucionando as questões que ficaram incompreendidas nesta instância: sendo a existência terrena incompleta, terá sua conclusão na Vida Futura, quando os bons obterão a recompensa e os maus sofrerão o castigo. Esse é um raciocínio lógico, que justifica e dá coerência à existência terrena.
A crença na vida após a morte dá significado a todas as outras crenças, incentiva e exige do homem uma boa conduta, pois promete a recompensa aos que se conduzirem bem. Diz Deus , o Altíssimo, no Alcorão Sagrado :
 
“Cada alma provará o sabor da morte e, no Dia da Ressurreição, sereis recompensados integralmente pelos vossos atos; somente quem for afastado do Fogo Infernal e introduzido no Paraíso triunfará. Que é a vida terrena, senão um prazer ilusório?” Alcorão, surata 3:185
  
Acreditar na vida após a morte é decisivo na vida do homem, aceitar ou rejeitar esta crença determina o curso de sua vida e comportamento. O descrente só reconhece esta vida e espera colher os resultados de suas ações nesta instância, por isso não faz nada que não resulte num benefício imediato, esta é a essência do materialismo: quem não crê na Vida Futura dá um valor excessivo a esta vida e avalia tudo a partir de suas conseqüências materiais e imediatas.

O Islam orienta o homem a medir e avaliar tudo do ponto de vista de suas últimas conseqüências, enquanto os incrédulos só têm em vista o êxito imediato.

Quem acredita na Vida Futura reconhece a transitoriedade da vida terrena e reconhece que as verdadeiras conseqüências de suas ações só se manifestarão na Outra Vida, sua perspectiva é muito maior, ele enxerga as conseqüências de seus atos do ponto de vista da Eternidade: preferindo o benefício eterno ao temporário, obedecerá a Deus, o Altíssimo, e resistirá ao mal, mesmo que isso o leve a perdas materiais, pois sabe que os bens acumulados nesta vida, de nada lhe servirão na Outra, já as boas ações, a disciplina e a obediência são a chave da Recompensa na Vida Futura.

Diz Deus, o Altíssimo, no Alcorão Sagrado:

“Deus não impõe a nenhuma alma uma carga superior às suas forças. Beneficiar-se-á com o bem quem o tiver feito, sofrerá o mal quem o tiver cometido.” Alcorão, surata 2:286(trecho)

“Dize-lhes: ó meus servos crentes, temei ao vosso Senhor. Para aqueles que praticam o bem neste mundo haverá uma recompensa. A terra de Deus é vasta. Aos perseverantes, ser-lhe-ão pagas, irrestritamente, suas recompensas.” Alcorão, surata 39:10

Não é racional que não exista nada além da vida terrena. Neste mundo, muitas injustiças praticadas ficam impunes e muitas questões ficam sem solução. A criação seria incoerente se essas injustiças não fossem reparadas. No Dia do Juízo, o estabelecimento das recompensas ou punições concretizará o ideal de justiça, quando ninguém  será prejudicado e todo sofrimento passado incompreensivelmente será compensado. A crença na Outra Vida soluciona a maioria dos questionamentos filosóficos além de encaminhar o homem por uma vida mais honesta e pura.

O sentido de justiça natural do homem questiona a respeito das injustiças cometidas neste mundo: ficarão impunes? Como o Criador Perfeito permitiria tamanha imperfeição em Sua criação? Só o julgamento justo e o estabelecimento de recompensas e punições adequadas pode estabelecer a justiça definitivamente. E quem além de Deus, o Altíssimo, pode julgar escrupulosamente?

“E instalaremos as balanças da Justiça para o Dia da Ressurreição. Nenhuma alma será injustiçada no mínimo que seja, mesmo se for do peso de um grão de mostarda, tê-lo-emos em conta. Basta nós por cômputo.” Alcorão, surata 21:47

A melhor e mais eficaz forma de conquistar a bem-aventurança eterna é seguir o exemplo do Profeta Muhammad. O Islam é o código de vida completo para o homem que anseia pela recompensa da Outra Vida: seguir suas exortações integralmente garante o sucesso nesta vida e na Outra.

“Sabei que os piedoso estarão e deleite./ Por outra, os ignóbeis irão para fogueira/ em que entrarão no Dia do Juízo/  Da qual jamais poderão esquivar-se./ E o que te fará entender o que é Dia do Juízo?/ Novamente: o que te fará entender o que é Dia do Juízo?/ É o dia em que nenhuma alma poderá advogar pela outra, porque o mando, nesse dia, será só de Deus.” Alcorão, surata 82:13-19

“Eis aqui uma descrição do Paraíso que foi prometido aos tementes: lá há rios de água impoluível; rios de leite de sabor inalterável; rios de vinho diletantes para os que o bebem; e rios de mel purificado; ali terão toda classe de frutos, com a indulgência de Seu Senhor. Poderá isto equiparar-se ao castigo daqueles que permanecerão eternamente no fogo, a quem será dada a beber água fervente, a qual lhes dilacerará as entranhas?” Alcorão, surata 47:15

“Por certo que os pecadores permanecerão eternamente no castigo do Inferno.” Alcorão, surata 43:74

“Quanto aos crente, que praticam o bem, introduzí-los-emos em jardins, abaixo dos quais correm os rios, onde morarão eternamente, onde terão esposas imaculadas, e os faremos desfrutar de extensa sombra.” Alcorão, surata 4:57

“Dize:  Poderia anunciar-vos algo melhor do que isto? Para os que temem a Deus haverá jardins, abaixo dos quais correm os rios, onde morarão eternamente, junto a companheiros puros, e obterão a complacência de Deus, porque Deus é observador dos seus servos.” Alcorão, surata 3:15

“Que não te enganem as andanças (mercantilistas) dos incrédulos na terra./ Porque é um gozo ínfimo e sua morada será o Inferno. Que funesta morada! / Entretanto, aqueles que temem a Seu Senhor terão jardins, abaixo dos quais correm os rios, onde morarão eternamente, como dádiva de Deus.” Alcorão, surata 3:196-198

“Dize-lhes: A verdade emana do vosso Senhor; assim, que creia quem desejar e descreia quem quiser. Preparamos para os injustos o Fogo, cuja labareda os envolverá. Quando implorarem por água, ser-lhes-á dada a beber água fervente, semelhante a metal em fusão, que lhes assará os rostos. Que péssima bebida! Que péssimo repouso!/ Em troca, os crentes, que praticam o bem – por certo que não frustraremos a recompensa dos benfeitores,-/ Obterão jardins do Éden, abaixo dos quais correm os rios, onde usarão braceletes de ouro, vestirão roupas verdes de seda e brocado, e repousarão sobre tronos elevados. Que ótima recompensa e que feliz repouso!” Alcorão, surata 18:29-31

6. Crença na pré-destinação

O Islam ensina que o livre-arbítrio do homem é limitado: ele já nasce com diversos fatores de sua vida determinados previamente por Deus, o Altíssimo, como, por exemplo, o dia de seu nascimento e de sua morte, ou grandes calamidades ou grandes alegrias que serão inevitáveis em sua vida.
 
“Não assolará desgraça alguma, quer seja na terra, quer seja com as vossas pessoas, que não esteja registrada no Livro, antes mesmo que a evidenciemos. Sabei que para Deus isso é fácil.” Alcorão, surata 57:22

“Não é dado a nenhum ser morrer, sem a vontade de Deus; é um destino préfixado. E quem desejar a recompensa terrena, conceder-lha-emos; e a quem desejar a recompensa da Outra Vida, dar-lha-emos, igualmente; também recompensaremos os agradecidos.” Alcorão, surata 3:145

Essa crença evita o desespero, além de destituir de sentido a superstição e falsos medos. O crente sabe que só lhe acontecerá o que estiver determinado por Deus, o Altíssimo, e se Ele, louvado seja, determinar, ninguém poderá evitar, sendo inútil qualquer esforço neste sentido, assim ele percebe que a única coisa que pode fazer em benefício próprio é entregar-se, submeter-se inteiramente a Deus, o Altíssimo, já que Sua Vontade se cumprirá infalivelmente.

O crente é provido de total auto confiança e determinação: para que suas ações tenham sucesso, ele procura alinhar-se com a Vontade de Deus, e pede Sua ajuda para tudo, pois sabe que sem Ele, louvado seja, nada pode realizar.

Essa crença dá ao homem a noção de que está protegido, só lhe acontecerá o que Deus, o Altíssimo, quiser, e, como acredita no Dia do Juízo Final, sabe que se Deus, o Altíssimo, lhe infligir algum mal, será passageiro, ao passo que  a recompensa será eterna.

Não se trata de fatalismo, pois não é uma força cega que governa o Universo, trata-se da Vontade de Deus, que está acima de tudo; o crente reconhece sua impotência perante os grandes acontecimentos da vida terrena, sabe que sua limitada liberdade lhe foi concedida a título da provação, para que Deus, o Altíssimo, separe os bons dos maus e escolha entre eles aqueles que serão instrumentos diretos na realização de Sua Vontade.

Diz Deus, o Altíssimo, no Alcorão Sagrado:

“Quando receberdes algum ferimento, sabei que outros já receberam ferimentos semelhantes. E tais dias (de infortúnio) são alternados entre os humanos, para que Deus Se assegure dos crentes e escolha, entre vós, os mártires; sabei que Deus não aprecia os injustos./ E para Deus purificar os crentes e aniquilar os incrédulos./ Pretendeis entrar no Paraíso sem que Deus se assegure daqueles, dentre vós, que combatem (pela Sua causa) e que são perseverantes?” Alcorão, surata 3:140-142

Acreditar na pré destinação evita o inconformismo e a rebeldia, tornando a vida do homem dinâmica e produtiva, pois revolta e inconformismo são entraves para evolução. O crente age com firmeza, coragem, e determinação, teme só a Deus, o Altíssimo, e em todas suas ações visa Seu aprazimento, essa idéia faz o crente seguir sempre em frente, procurando obedecer a Deus, o Altíssimo, e pedindo Sua ajuda para tudo, procurando um sentido maior e mais consistente para sua vida, sempre no caminho da evolução espiritual e na compreensão dos valores perenes da existência.

Nada pode deter aquele que se alinha à Vontade de Deus. Temos em Muhammad muitos exemplos de vitórias excepcionais, pois nas situações difíceis, ele só pedia o auxílio de Seu Senhor, o Altíssimo, e por Sua orientação, para que tomasse a atitude correta. Quando na dificuldade os incrédulos se desesperam e se revoltam, os crentes pedem perdão pelos seus pecados e a Orientação de Seu Senhor, o Altíssimo, procurando agir em conformidade com Suas Leis, pois mesmo que sofra nesta instância temporária, se obedecer ao Seu Senhor, o Altíssimo e for crente, não será frustrado em sua recompensa eterna.