capítulo um

Fundamento e Natureza da Sociedade Islâmica

Usurpação da Autoridade de Allah (swt)

         O secularismo é o fundamento de todas as tendências ideológicas dominantes atualmente no Ocidente. Ele se baseia na separação da religião dos outros aspectos da vida. Essa separação, apesar de ter sido esboçada já no Império Romano, e ter suas bases lançadas no Renascentismo - quando a Igreja Católica Romana expressou abertamente sua oposição ao acesso público à ciência durante a Inquisição - se consolidou no século XVII, com o movimento iluminista, quando os pensadores declararam que não cabia à religião estabelecer conceitos e normas orientadores da sociedade.

         No contexto em que isso se deu, aparentava uma verdadeira revolução, uma vez que a Igreja Católica, sem orientação divina- corrompida, deteriorada e ultrapassada- vetava o acesso ao conhecimento, gerando uma classe privilegiada que detinha o conhecimento e o dinheiro, portanto, o poder, valendo-se da ignorância do povo para dominá-lo. Os iluministas capitalizaram esta lacuna e se declaram representantes da ciência e da razão, e deram-se o direito de elaborar e implantar normas e padrões conceituais e estruturais da sociedade. Eles lançaram os fundamentos de uma nova organização social, criaram um novo modelo que, por sua natureza, deveria se expandir até abranger o mundo todo, a nova ordem mundial, cujo pilar ideológico seria o  materialismo cientificista, facilmente direcionável. Assim, os teóricos iluministas se consideraram aptos a realizar uma tarefa exclusiva de Allah(swt): estabelecer as leis que regem a vida e a sociedade em todos os níveis, colocando-se eles mesmos como parceiros de Allah(swt).

Quando o homem se outorga o direito de criar leis, a sociedade se divide em duas: aqueles que fazem as leis, e aqueles que estão submetidos às leis, tendo o primeiro controle total sobre o segundo.

Emergindo das trevas do feudalismo, testemunhando os absurdos da inquisição, diante das inconsistências que tornavam a Igreja incapaz de responder as questões fundamentais da existência e resolver os problemas da vida, o povo do Ocidente aderiu maciçamente a um esse novo sistema de pensamento, sem perceber que era apenas uma manobra que trocava a direção da sociedade das mãos de um senhor – a Igreja – para as mãos de outro senhor, a elite legislativa, os teóricos laicos. Essa nova elite manipulava o povo em prol de interesses privados, mas habilidosamente, faziam parecer que estavam libertando o povo da opressão de um sistema irrazoável. Dessa forma a religião foi separada dos outros aspectos da vida do homem, ficando confinada apenas aos ritos de adoração, afastada dos assuntos mundanos.

A partir de então, membros da mesma religião deixaram de constituir uma nação, novos conceitos emergiram, que agrupavam as pessoas por etnias, língua, nacionalidade, explorando as diferenças e fazendo delas motivos para que um povo subjugasse o outro, estabelecendo o conceito moderno de Estado.

O iluminismo e a Revolução Francesa lançaram os pilares da organização secular e produziram uma elite inatingível que represa o conhecimento e monopoliza o dinheiro, criando o neo-absolutismo privado internacional, onde a grande maioria da população trabalha pelos interesses de uma pequena elite dominante.

Tal situação se desenvolveu, e hoje somos testemunhas do seus desdobramentos: cerca de um 5% da população mundial concentra 96% da riqueza! Todas as relações de trabalho  são exploratórias, a corrupção está disseminada  em todos os níveis, o ser humano está degradado pela imoralidade e depravação...este é o resultado da secularização! Pois só a religião garante a força ética do homem, apenas a motivação religiosa impede que o homem se corrompa e junto com ele toda sociedade.

Quando o Ocidente estabeleceu o secularismo como seu fundamento ideológico, violou um limite estabelecido por Allah (swt): a Lei de Allah (swt) rege tudo que existe no Universo, os corpos celestes giram em suas órbitas submetidas às Leis de Allah (swt), as plantas brotam da semente e se desenvolvem segundo as normas estabelecidas por Allah (swt), são leis imutáveis que os próprios homens, mesmo os ateus, observam e analisam de forma a interagir e delas extrair o máximo benefício possível. A Lei de Allah (swt) é a Lei reguladora  do Universo, é a Lei que permite a harmonia dos contrastes, harmonia necessária para manutenção e evolução perpétua do conjunto. Da mesma forma, Allah (swt) estabeleceu para o homem as normas que regulam a vida e estruturam a sociedade e, submetida a Lei de Allah(swt) , a sociedade humana se estabelece em harmonia com todo o Universo.

Ao criar suas próprias leis, o homem se opôs ao Universo, fez de si uma exceção na criação, violando os limites estabelecidos pelo Criador, atribuindo a si mesmo algo que só pertence a Ele (swt), e criando uma sociedade que reflete seus atributos: imperfeição, injustiça, incompletude.

Disso resultou um caos conceitual, ideológico e comportamental, que fragmentou a sociedade humana e promoveu um profundo e irreversível desentendimento entre os grupos de indivíduos, gerando relações de exploração e subserviência, desigualdades e deterioração dos valores, uma sociedade na qual o desenvolvimento espiritual é impossível e da qual a imoralidade é uma conseqüência...tal é o estado no qual o Ocidente se encontra hoje: uma anarquia cheia de desencontros insuperáveis acerca dos deveres e direitos, individuais e coletivos.

Fragmentação é enfraquecimento, e é mais fácil dominar uma massa enfraquecida...cumpriu-se assim o ideal iluminista.

A sociedade estabelecida por Allah (swt) é perfeita, protegendo o homem da injustiça, preservando seus direitos e esclarecendo seus deveres. A violação do poder de Allah(swt) por parte do homem que faz suas próprias leis resulta na violação dos direitos do homem.

Sayed Qutb diz em "Sinalizações no Caminho":

"O envilecimento do ser humano, geralmente nos regimes de direção coletiva, e a injustiça que sofrem as pessoas e povos sob o jugo do capitalismo e do colonialismo nos regimes imperialistas, não são senão uma conseqüência da violação do poder de Allah(swt) e a negação da dignidade que Allah(swt) designou ao ser humano."

Usurpada a autoridade de Allah(swt), os direitos do homem ficam todos ameaçados, uma vez que eles passam a tomar uns aos outros por senhores: aquele que tem poder para subjugar os outros trabalhará por seus próprios interesses, poucos serão enaltecidos e privilegiados, a maioria será rebaixada e explorada.

No que concerne aos muçulmanos,  Allah(swt) diz no Sagrado Quran:

“Em verdade, enviamos para cada povo um mensageiro com a ordem: adorem a Allah e evitem o taghut”.(TSQ, surat an-nahl, versículo 35)

O taghut é todo aquele que é associado a Allah(swt) como parceiro,  ou seja, ao qual se atribui capacidades exclusivas de Allah(swt) sendo tal adorado ou obedecido no lugar de Allah(swt) e de Seu Mensageiro(saws).

Dentre os vários tipos de taghut, destacamos: todos que são adorados juntamente com Allah (swt); quem chama as pessoas a adorarem outro que não Allah(swt); quem julga fora do que Allah(swt) revelou; quem adultera o julgamento de Allah(swt).

Dessa forma, obedecer a outro em desobediência a Allah(swt), aceitar leis feitas por outros que não Allah(swt), buscar as soluções dos assuntos esclarecidos através da Revelação em outras fontes que não as d`Ele, é atribuir a outros poderes exclusivos de Allah(swt), por isso é desobedecê-Lo e seguir o taghut.      

Os muçulmanos que adotam as leis estabelecidas pelo homem no lugar das leis de Allah (swt) seguem o taghut, assim como os que adotam conceitos, normas de conduta, padrões de comportamento e se submetem a outros seres humanos enquanto o compromisso deles é de se submeter exclusivamente a Allah(swt).

Rejeitar o taghut é não aceitar outro julgamento que não o de Allah(swt); não buscar as respostas exceto no que Ele(swt) revelou; não adotar regras de conduta exceto as estabelecidas por Allah(swt); não aceitar opiniões, determinações, normas de pensamento cujas bases não sejam a Revelação Divina.

“E julgue entre eles com o que Allah revelou e não siga os desejos deles, e esteja atento para que eles não o desviem de nada daquilo que Allah revelou para você”.(TSQ, surat al maida, versículo 48)

La illaha illa Allah e a revolução islâmica

         Quando o Profeta (saws) começou seu chamado para o Islam na Arábia, ele (saws) começou a convidar a todos para "la illaha illa Allah". Os árabes daquele tempo conheciam Allah (swt), mas dizer que "la illaha illa Allah" significava que todo o poder só pertencia a Allah (swt), a palavra ilaha (divindade) conota poder, assim, "la illaha illa Allah" significa a abolição de toda e qualquer autoridade que não a de Allah(swt), promovendo uma revolução em todas as situações que são baseadas na usurpação desta Autoridade.

         Diz Sayed Qutb, em "Sinalizações no Caminho”:

         "...: e limitar a divindade a Allah (swt) unicamente significava tirar o poder dos feiticeiros, chefes das tribos, príncipes, governantes, etc, e dar toda a autoridade a Allah(swt) seja no campo do pensamento, do culto, da vida prática, da legislação, das riquezas, e em tudo relacionado ao ser humano."

Através de "la illaha illa Allah", todas as usurpações e violações do poder de Allah(swt) foram destruídas, e foi restaurada a autoridade absoluta de Allah(swt) na terra. Foi uma revolução geral, uma vez que todas as relações na sociedade eram baseadas na autoridade de pessoas que encontravam diversos argumentos para legitimá-la, desde a posse de  objetos "sagrados" até riqueza e força coerciva.

"La illaha illa Allah" é um slogan revolucionário, um movimento de libertação, que ao destituir a autoridade dos homens, derruba crenças ignorantes capitalizadas para manipular as massas.

"La illaha illa Allah" é uma declaração de independência e resulta na desvalorização de pessoas, objetos ou símbolos que intentem representar a autoridade que só pertence a Allah(swt). É uma revolução absoluta, individual e coletiva: apenas isso é suficiente para derrubar regimes e instituições, promover o caos ou a organização de uma sociedade. Significa o total rompimento com os sistemas humanos estabelecidos tendo como base a submissão a outros homens, rompimento com a valorização da matéria e culto a objetos, rompimento com a "ordem socialmente estabelecida", para implantação da "ordem divinamente revelada", é a desvalorização de conceitos humanos para implementação de conceitos divinos.

Esta idéia, no começo da missão de Muhammad(saws), libertou os muçulmanos da opressão das lideranças usurpadoras, e por lhes negar a autoridade, provocou-lhes a indignação que se expressou na perseguição contra Muhammad(saws) e os muçulmanos. Naquela época ainda não se falava em nova organização social, apenas "la illaha illa Allah", esclarecendo que compreender e aplicar esta afirmação é a origem da verdadeira revolução, é a base da mudança.

Da mesma forma que aconteceu no passado, devemos começar por compreender em sua profundidade este slogan que revoluciona o pensamento e sociedade humana, e aplicá-lo em todas as suas dimensões - espirituais, individuais e sociais- sendo esta a única força capaz de libertar os muçulmanos da opressão ideológica e política na qual hoje se encontram.

O chamado  de Muhammad(saws) poderia ter começado explorando vários aspectos da organização humana, como questões econômicas, sociais ou políticas, em todas as esferas o Islam se destacaria por sua perfeição, talvez atraindo maior número de adeptos, mas ele começou a divulgar a Mensagem chamando para o "la illaha illa Allah". Todas as realizações são conseqüência do estabelecimento dessa fé, pois as exigências éticas e morais para estruturação da sociedade islâmica são tão elevadas que só podem ser estabelecidas com base na fé . Somente após o "la illaha illa Allah" estar estabelecido e consolidado no coração dos primeiros muçulmanos, estruturou-se uma sociedade.

O estabelecimento da sociedade islâmica é o resultado prático da crença "la illaha illa Allah". As pessoas que estabeleceram o primeiro Estado Islâmico não disputavam por interesses pessoais, nem buscavam benefícios, apenas se empenhavam na obediência a  Allah(swt). Se o ponto de partida não tivesse sido "la illaha illa Allah", jamais nível tão elevado teria sido alcançado! Este e o grande diferencial da sociedade muçulmana, foi a negligência em relação á compreensão profunda deste princípio básico que enfraqueceu a sociedade muçulmana do passado, culminando no desaparecimento do Estado Islâmico e sua consolidação a nível individual é a chave do resgate da identidade islâmica e do renascimento ideológico e político, único caminho para estruturar um Estado sólido que tenha sua manutenção garantida pela fé de seus cidadãos em “la illaha illa Allah”.

O ponto de partida do Estado Islâmico é a compreensão e consolidação desta fé: esta é a natureza do Islam, todas as suas estruturas, instituições e legislações emanam deste princípio, porque  uma vez consolidada a fé no coração do crente, ele tende a obedecer inquestionavelmente a todas as injunções e legislações sem a necessidade de avaliá-las e compreendê-las, uma vez reconhecida a Soberania de Allah(swt) não há hesitação nem questionamento em aplicar Suas diretrizes, de forma que o Estado não encontrará resistência na aplicação das Leis ainda que estas sejam rígida. Assim se estabelece uma organização social fundamentada na obediência voluntária, de forma que os desejos e objetivos de todos as camadas da sociedade  convergem para o benefício coletivo, formando uma estrutura coesa na qual governantes e governados trabalham unidos e de forma responsável pelo mesmo objetivo.

Conceito de Nação

         O movimento de libertação desencadeado por Muhammad(saws) libertou os povos de uma idéia de nação baseada em vínculos materiais, restaurando o conceito de nação baseado em vínculos espirituais e religiosos, estabelecidos pelas Revelações precedentes e perdido com o passar do tempo. Desta forma, o tribalismo, o racismo e o nacionalismo perderam o sentido, uma vez que somente a Allah(swt) pertence a autoridade e somente Sua Lei deve ser obedecida.

Assim, só existem duas nações: a que obedece a Allah (swt) e a que é desobediente, a sociedade muçulmana e a sociedade kufar.

A nação de todos  os muçulmanos é o Islam, o dever de todos os muçulmanos é obedecer a shari`a al-islamiya e lutar por sua integral aplicação na terra.

 O Islam abole a idéia de nacionalismo. A fraternidade de todos enquanto servos de Allah(swt) promove a igualdade a medida que vários povos, raças e etnias obedecem a mesma e única Lei num consenso ideológico e comportamental que faz dos mais diferentes povos uma só nação, a nação muçulmana, a Ummah islâmica, com a qual todos os muçulmanos têm responsabilidade, seja qual for o lugar do mundo em que tenham nascido ou vivam. O Islam liberta o homem dos laços terrenos casuais, como o vínculo com a pátria mãe e identificação com seu povo, criando novos vínculos pela fé, criando uma fraternidade que faz de  todos os muçulmanos irmãos enquanto servos de Allah(swt), de forma que se unam e colaborem para  estabelecer a Sua Lei na terra. O Islam representa uma nação sem fronteiras, uma pátria sem limites, na qual estão incluídos todos os crentes e da  qual todos os descrentes estão excluídos.

         As fronteiras foram fabricadas pelos homens como forma de dividir a dominação e o poder: com a idéia de que o poder  só pertence a Allah(swt), esses limites perdem o sentido, como a Lei  vigente é a Lei de Allah(swt), ao  governante cabe apenas  coordenar a aplicação dessa lei, liderando uma nação que se define  como um conjunto de pessoas cuja vida, conceitos, situações, métodos, valores e juízos são uma emanação da crença islâmica.                     

A única responsabilidade dos muçulmanos é com sua nação, a Ummah islâmica, e seu dever é para com Allah(swt). A participação do muçulmano na política e na sociedade do país em que vive deve levar em  consideração apenas os interesses da Ummah e todos os seus esforços devem ser voltados para concretizar o objetivo de governar pelo que Allah(swt) revelou, isto é, o estabelecimento de um Estado fundamentado na crença islâmica, que represente os ideais da Ummah, aplique a shari`a al-islamiya  e divulgue o Islam para toda humanidade.

Conclusão

A nação muçulmana deve orientar o mundo, pois é  a guardiã da Mensagem de Allah (swt), é a única nação sobre a terra que tem em mãos a orientação divina, por isso é a única que tem os valores que podem tirar o mundo da degradação em que se encontra, fazendo com que a humanidade retome o caminho da evolução. Mas para isso, é preciso que o Islam seja representado por uma entidade política estruturada sobre a fé islâmica, um  Estado que represente esta nação no cenário político internacional e sirva de exemplo e expressão de sua superioridade em relação aos outros sistemas de pensamento e vida existentes.

Consciente  de que a autoridade só pertence a Allah (swt), único apto a estabelecer as leis que regem a vida e normas que estruturam a sociedade, o muçulmano deve rejeitar

a lei feita pelo homem e estabelecer a Lei de Allah (swt), libertar-se da  submissão a outros homens submetendo-se somente a Allah (swt), desvincular-se do conceito de cidadão de um país para ser representante de uma nação mundial, expressando de forma prática e efetiva sua crença, colaborando  para a estruturação do sistema político legado pelo Profeta Muhammad(saws), desenvolvido a partir da Revelação Divina, que aplique na totalidade a shari`a al-islamiya.

Todos os muçulmanos, onde quer que vivam, devem representar sua fé, sem negligenciar seus deveres para com a Ummah e colaborar na estruturação do Estado Islâmico, um benefício não só para os muçulmanos, mas para toda humanidade.

         Reconhecer a necessidade do estabelecimento do Estado Islâmico é a primeira obrigação política do muçulmano, sendo seu dever conhecer a natureza do sistema político islâmico, isto é, a crença islâmica, cujo pilar central é “la illaha illa Allah”, uma afirmação que, da mesma forma que revoluciona o pensamento e a vida do indivíduo, significa uma incomparável revolução sócio-política,  estabelecendo uma organização política cujo pilar seja a submissão exclusiva a Allah(swt) e cujo objetivo de todos os indivíduos seja obedecer a Allah(swt) e conquistar o benefício da Outra Vida.

É a verdadeira expressão da liberdade quando liberta as pessoas  da servidão a outros seres humanos e da escravidão à matéria; é a verdadeira expressão de igualdade quando une povos e raças numa fraternidade em seu consenso de obediência a Allah (swt); é a  verdadeira expressão de justiça quando aplica na terra  a Lei de Allah(swt).  E o princípio desencadeador deste movimento de libertação, igualdade e justiça é “la illaha illa Allah”: todo aquele que reconhece esta verdade tem o dever de representá-la e ser fiel a ela, rejeitando as violações dos limites de Allah(swt) e trabalhando para a aplicação  de Sua Lei  na terra através do estabelecimento do Estado Islâmico, que será, não só para os  muçulmanos, mas a toda humanidade, a tão esperada revolução que afetará não apenas as conjunturas políticas mas, principalmente, revolucionará os valores, devolvendo ao homem a dignidade que ele vem perdendo desde o estabelecimento do secularismo como ideologia dominante.

A elite dominante internacional se opõe à existência deste Estado porque ele em tudo contraria o plano que garante os interesses daqueles que concentram o poder: a humanidade está sendo usada para servir aos interesses dessa elite, que impõe o materialismo como forma de alienação em massa.

A aplicação da Lei de Allah(swt) na terra é uma grande revolução que beneficiará não só aos muçulmanos, mas a toda humanidade, é um movimento de libertação definitivo que retificará a condição do homem de servo dos interesses de outros homens, para obediência exclusiva a Allah(swt), seu único Senhor.Cabe aos muçulmanos encabeçar essa revolução, é uma responsabilidade que recai sobre aqueles que conhecem a verdade: o estabelecimento do Estado Islâmico não apenas um compromisso individual do crente com seu Senhor, nem apenas a conquista de um direito dos muçulmanos, é também o compromisso dos muçulmanos com  toda a humanidade.