Capítulo quatro

Participação dos Muçulmanos na Vida Política

            Política significa administração dos assuntos do povo. Tal administração só pode ocorrer através de regras nas quais se baseiam as soluções de todos os assuntos de uma sociedade. O muçulmano obrigatoriamente pauta todas as suas decisões e ações na aqeedah islâmica, ele controla seu comportamento e age de acordo com a shari`a de Allah (swt), portanto, quando chamado a administrar os assuntos do povo, deve fazê-lo através exclusivamente da shari`a al islamiya. Assim, política islâmica é administrar os assuntos do povo de acordo com as regras da shari`a al-islamiya.

“E julgue entre eles com o que Allah revelou e não siga os desejos vãos deles e esteja atento para que eles não o desviem de algo daquilo que Allah lhe revelou”.(TSQ, surat al-maida, versículo 49)

 

                Governar através do que foi revelado é uma ordem expressa de Allah (swt), assim como a proibição de governar baseado em sistemas criados pelo homem, considerados taghut:

            “Não reparou naqueles que dizem que crêem no que foi revelado a você e no que foi revelado antes de você mas recorrem em seus julgamentos ao taghut sendo que lhes foi ordenado rejeitá-lo? Mas Shaytan quer desviá-los.” (TSQ, surat an-nissa, versículo 60)

            Este versículo reprova a atitude daqueles que dizem crer no Kitab e na Sunnah, porém, na hora de administrarem os assuntos do povo, recorrem ao taghut.

Todos os sistemas de governo existentes hoje no mundo  representam o taghut, porque foram elaborados pelo ser humano usurpando um direito exclusivo de Allah (swt).

Dessa forma, a primeira obrigação política do muçulmano é também uma obrigação religiosa: rejeitar o taghut, ou seja, rejeitar a aderência aos sistemas de governo criados pelo homem, recusando-se a usá-los como referência e a aplicar seus conceitos e normas.

O muçulmano tem o dever de aderir ao Islam integralmente e é absolutamente proibido de mesclar conceitos e regras islâmicos com conceitos e regras do taghut: tal atitude distorce o Islam, afastando-o de sua perfeição, imputando-lhe defeitos que  não tem quando observado em sua íntegra. Mesclar o Islam com o kufr é declarar que o sistema feito pelo homem goza da mesma qualidade que o estabelecido por Allah (swt): que grande ultraje ao Criador do Universo, que, por imensa misericórdia, revelou ao homem um sistema organizacional irretocável, completo, dentro do qual o homem se desenvolve material, moral e espiritualmente! Que grande equívoco considerar que um sistema inventado pelo homem pode comparar-se a perfeição do sistema revelado por Allah (swt)!

Allah (swt) reforça a obrigação de aderência ao Seu sistema de governo, quando chama de kafirun (descrentes), zalimum(injustos, opressores) e fasiqun (transgressores) aqueles que falham em governar através do que Ele(swt) revelou:

“E quem falhar em julgar pelo que Allah revelou, estes são os kafireen (descrentes)”. (TSQ, surat al-maida, versículo 44, trecho) 

“E quem falhar em governar pelo que Allah revelou, estes são os zalimum (opressores)” (TSQ, surat al-maida, versículo 45, trecho)

“E quem falhar em governar pelo que Allah revelou, estes são os fasiqeen (malfeitores, rebeldes)”. (TSQ, surat al-maida, versículo 46, trecho)

Além disso, associou com a fé o ato de julgar todos os assuntos  através daquilo que foi revelado, assim como a total submissão aos comandos de Allah (swt) e do Mensageiro (saws):

            “Mas não, por Seu Senhor, não terão verdadeira fé a menos que tomem-no por juiz em suas disputas e não se encontre em suas almas resistência alguma contra suas decisões, mas as aceitem com total submissão”.(TSQ, surat an-nissa, versículo 65)

De forma clara e definitiva, podemos dizer que é absolutamente proibido para o muçulmano utilizar leis, regras, normas ou conceitos inventados pelo homem para orientar tanto seus assuntos individuais, sociais ou políticos, devendo ter apenas o Islam como referência, sendo a aplicação da shari`a de Allah(swt) uma obrigação religiosa.

Participação do muçulmano numa administração kufar

            Governo é, por definição, o aparato do Estado (instituições e indivíduos) que administra os assuntos do povo e executa as leis em uma sociedade.

            Todos os governos são estabelecidos com base na constituição de um país e implementam as leis do país: o dever do governo é executar as leis da constituição e preservá-las. A constituição contém as leis básicas que definem direitos e deveres dos indivíduos ou de grupos, sejam econômicos, sociais, políticos, jurídicos, civis, além de regular as atividades da autoridade, num sistema completo que permita a administração de um país.

            As constituições de todos os países do mundo atual se baseiam em sistemas políticos inventados pelo homem e contêm leis feitas pelo homem. Elas se baseiam na separação da religião dos outros aspectos da vida, determinam que a soberania é do povo ao qual dão o direito de legislar, que é exclusivo de Allah (swt), de forma que contrariam o Islam completamente.

A constituição do Estado Islâmico tem a Aqeedah islâmica como base, garante que só a Allah (swt) pertence o direito de legislar e a soberania, e  todas as leis que julgam os assuntos do povo são estabelecidas com base na Revelação de Allah(swt) e a Sunnah do Rasulullah(saws).

Dessa forma, um muçulmano que participa de um governo não-islâmico, um governo kufar, executa as leis do kufr e trabalha para conservação de uma constituição kufar.

O dever do muçulmano é governar pelo que Allah (swt) revelou, isto é, aplicar a shari`a al-islamiya. É proibido para um muçulmano governar através de outra lei, contando-se ele, no caso, entre os kafireen, ou zalimeen ou fasiqeen, como diz Allah (swt) no Quran Majid. 

Qualquer muçulmano que possua um cargo de autoridade num governo não-islâmico trabalha para aplicação de uma constituição que se opõe às Leis de Allah (swt), assim, a participação de um muçulmano no governo kufar é haram.

Todos os cargos nos governos não-islâmicos são proibidos para os muçulmanos, porque qualquer cargo ou função dentro do governo implica na participação de uma estrutura criada pelo homem, e obriga a implementação e aplicação de leis derivadas de sistemas de pensamento elaborados pelo homem, de forma que, seja no âmbito municipal, estadual ou federal, como membro do executivo, legislativo ou judiciário, é proibido para um muçulmano assumir cargos de autoridade em um governo kufar.

A alegação de que  participando de um governo kufar se possa defender os interesses dos muçulmanos não é cabível, apenas o estabelecimento do sistema de governo islâmico garantirá que os interesses dos muçulmanos não serão violados. Não se constrói uma sociedade saudável com base na desobediência a Allah (swt): numa sociedade kufar os interesses de pessoas ou grupos dominantes prevalecem, de forma que os direitos dos muçulmanos jamais serão respeitados!

O único esforço válido em nome da causa islâmica é o empenho pelo estabelecimento do sistema político islâmico, o Khilafah, do qual todos os muçulmanos serão convidados a participar e se beneficiarão, no qual  toda a sociedade convergirá para o mesmo objetivo: a obediência total e irrestrita a Allah(swt), Senhor do Universo.

Participação dos muçulmanos em eleições democráticas

Participar das eleições em sistemas políticos kufar é participar da vida política da sociedade kufar, através da eleição dos membros do governo.

A regra da shari`a em relação ao voto se estabelece a partir da razão pela qual se vota: votar, no sistema político islâmico, é uma forma legítima de escolher membros do Majilis al-Ummah, ou até mesmo o Khaleefah, ou como forma de consulta da população como um todo, porque nesse caso, o voto é usado para aplicar a Lei de Allah(swt) . No caso das eleições num sistema kufar, se vota  para escolher representantes que aplicarão leis do kufr, que ignorarão a diretriz divina e trabalharão para implementar o kufr e o pecado. Quando o muçulmano vota em qualquer candidato que não implementará a Lei Islâmica, está não só endossando a aplicação de leis feitas pelo homem, como também delegando sua autoridade enquanto cidadão para que se estabeleça a desobediência a Allah (swt). Votar em qualquer candidato que trabalhará dentro da estrutura democrática, seja a favor ou contra ela, é haram, pois o muçulmano não pode endossar a aplicação de sistemas feitos pelo homem uma vez que ele foi ordenado governar pelo que Allah (swt) revelou, seu dever é se opor e retificar as tentativas de usurpar o poder de Allah (swt) e não ratificá-las, seu  dever é estabelecer o governo de Allah (swt) na terra e  ele não deve se adaptar ao kufr, abandonando os deveres que sua religião implica.

Além disso, todos os candidatos representam um partido, com suas ideologias e metas, representam as idéias expostas no manifesto do partido ao qual pertencem: quando o muçulmano vota num partido, está escolhendo uma ideologia que não representa o deen islâmico nem o toma por base.

Votar em qualquer partido político é garantir a ele seu apoio e permitir que ele aja em seu nome. Votar, escolher um candidato, é endossar suas idéias, é concordar com seus conceitos e métodos, é apoiar a aplicação da lei do kufr, portanto, é proibido para o muçulmano.

O voto do muçulmano na democracia, ou em qualquer outro sistema não-islâmico, não tem nenhuma função para Ummah, pelo contrário, apenas ajuda a reforçar o poder dos governos usurpadores do poder de Allah(swt), e, ao endossar a aplicação das leis kufar, afastam mais a Ummah de seu objetivo: o estabelecimento do Khilafah que então terá recursos para solucionar os problemas da Ummah representando internacionalmente seus interesses.

Ainda que os políticos estejam bem intencionados e tenham objetivos nobres, a estrutura do sistema democrático não permite um governo justo, mesmo que o  melhor dentre os homens chegasse ao poder numa democracia, ainda assim ele não seria capaz de atuar de forma efetiva e positiva para beneficiar a sociedade. O próprio sistema dualista de oposição e situação é um empecilho para o desenvolvimento, podendo chegar a um ponto que apesar de um determinado partido ter chegado ao poder pela escolha popular, a oposição impede que ele governe, restringindo a autoridade do chefe de Estado que é dividida entre centenas de pessoas...mesmo que um muçulmano assumisse o poder , de nada adiantaria, porque o sistema em si é reprovável, é um empecilho para o desenvolvimento da nação.

O muçulmano tem o dever de obedecer apenas a Allah (swt), rejeitando a autoridade dos usurpadores, assim como tem a obrigação de estabelecer a Lei de Allah (swt) na terra, para que o Islam possa ser aplicado e divulgado adequadamente, sendo inaceitável para o muçulmano que se orienta pelas leis divinamente reveladas se submeter às leis feitas pelo homem, tomando a outros por senhores em vez de Allah (swt) ao acatar suas ordens e aceitar suas decisões. Transmitido por at-Tirmidhi e al-Bayhaqi de `Iddin bin Hatin (ra):

 “Fui ao Rasulullah (saws) enquanto ele(saws) recitava o versículo da surat al bara`a: 'Eles(judeus e cristãos) tomaram seus rabinos e monges por senhores juntos com Allah' (TSQ, surat al-bara`a, versículo 31) , o Rasulullah(saws) disse: ' Eles não os adoram, mas quando fazem de uma coisa lícita, ilícita, ou de uma coisa ilícita, lícita, eles o seguem"

Adotar outra legislação que não a estabelecida por Allah (swt) é endossar a usurpação de Seu poder, é considerar que o homem está capacitado para determinar o que é halal e o que é haram, atributo exclusivo de Allah (swt).             

Daí concluímos que adotar, aceitar ou se submeter à  outra legislação que não a de Allah (swt) é atribuir-Lhe parceiros, isto é, shirk.

Participar é declarar a aceitação, é concordar em obedecer, é dar legitimidade ao erro, e romper com o compromisso de obedecer exclusivamente a Allah (swt).

O kufr e o Islam jamais podem co-existir em acordo: onde há espaço para lei do kufr, não há espaço para o Islam integral, por isso foi tão importante para os inimigos do Islam destruir a entidade política islâmica, uma vez que sem um Estado que represente os interesses da Ummah, torna-se  impossível a prática do Islam em sua íntegra, e uma vez mutilado, ele perde sua perfeição, surgindo as lacunas que permitem os ataques ideológicos por parte de seus inimigos.

Hoje uma ostensiva campanha que faz da participação na democracia motivo de orgulho e prova da conquista do povo do direito de participar das decisões do governo, leva muitos muçulmanos a acreditarem que a democracia em nada se opõe ao Islam, a democracia é apresentada como o auge da justiça social e dos direitos do cidadão, muitos chegam até a dizer que o sistema político islâmico é a democracia sem corrupção, com certeza, estes ignoram os fundamentos e as estruturas de ambos, caso contrário, saberiam que a democracia é uma mentira que usa um bem planejado e eficiente sistema de propaganda para enganar o povo, fazendo-o pensar que sua participação é determinante no desenvolvimento político de sua nação. A verdade, porém, é que o sistema democrático foi criado para, independente dos resultados das urnas, garantir os interesses das elites dominantes, que por razões de conveniência se apresentam como oposições, mas que, na realidade, têm o mesmo objetivo: garantir os interesses de pequenos grupos dominantes para o prejuízo da maioria da população. A democracia é um grande engodo, vendido como vantagem através de uma eficiente propaganda. A própria campanha pela sua hegemonia no mundo faz parte deste plano: todos os sistemas de governo que representam uma alternativa para a falácia democrática têm sua divulgação impedida, as informações a seu respeito distorcidas, com o objetivo de fazer parecer que a democracia é o único sistema de governo não-tirânico que existe! No caso do sistema político islâmico, suas distorções são capitalizadas para denegri-lo, enquanto os resultados de sua verdadeira aplicação, dos quais a história é testemunha, são ocultados, assim, nem os kafireen, nem os próprios muçulmanos imaginam como seja este sistema, e se contentam com uma democracia sem corrupção, ainda que o sistema islâmico de governo lhe seja superior!

Em primeiro lugar, não existe democracia sem corrupção, porque por sua natureza (o governo do povo pelo povo), a democracia é ineficiente, é um sistema impraticável, cuja teoria não tem como ser posta em prática: isso requereria que toda a população de uma nação tivesse conhecimentos e  habilidades políticas, coisa  obviamente impossível, uma vez que os seres humanos nascem com habilidades diferentes; jamais uma nação inteira estará capacitada a tomar decisões políticas, que vão desde fazer as leis até decidir a melhor forma de aplicá-las. O fato de ser impraticável abre caminho para que o governo seja dominado por elites que defenderão seus próprios interesses em vez de defenderem os interesses do povo. Além  disso, não existe nenhuma razão para pessoas que não acreditam em Allah(swt)- ou se acreditam não se vêem na obrigação de agradá-lo e obedecê-Lo- abrirem mão de interesses e benefícios pessoais em prol de interesses sociais coletivos: só o temor a Allah(swt) garante a ética no ser humano, só a religião é capaz de driblar o egoísmo e de elevar a mentalidade do homem acima dos interesses materiais  individuais, um sistema de pensamento materialista está diretamente associado com a corrupção e a violação de direitos.

Todas essas questões têm uma única origem: só existem dois grandes grupos de pensamento, os que aceitam a autoridade da Allah (swt) e os que negam esta autoridade. O Islam é o único sistema de pensamento da atualidade que aceita a autoridade de Allah (swt), o que quer  dizer, aceita a direção de Allah(swt) para os assuntos mundanos do homem, todos os outros sistemas são secularismos, portanto, são limitados e  ineficientes para garantir as necessidades humanas, o que inclui a vida numa sociedade justa.

Dessa forma, ainda que os muçulmanos argumentem que podem extrair da participação no sistema kufar algum benefício, eles só estarão se enganando, pois o sistema kufar se opõe diretamente não só aos interesses dos muçulmanos como à ideologia islâmica, desde seus fundamentos até seus desdobramentos, de forma que apoiar, ajudando a fortalecer um sistema kufar é prejudicial ao Islam, é apoiar o inimigo contra a Ummah.

Conclusão

            Qualquer secularismo força os muçulmanos a excluírem o Islam de suas atividades sociais. As demandas sociais dos muçulmanos - como o apoio a dawah, a garantia do respeito às regras islâmicas como as restrições sociais entre homens e mulheres, o código de conduta e vestuário feminino, leis civis como casamento e herança, o suporte a muçulmanos de outros países que passem por dificuldades, entre outras - jamais serão alcançadas dentro de uma sociedade kufar, porque se opõem diretamente aos seus conceitos, metodologias e objetivos, sendo uma grande ilusão dos muçulmanos pensarem que a participação na democracia beneficiará a Ummah! Pelo contrário, a participação na democracia significa o endosso das atrocidades realizadas contra os muçulmanos e a apoio a campanha contra o Islam.

Apoiar o sistema democrático é trabalhar pela manutenção de algo que deve ser destruído: como sistema inventado pelo homem, a democracia é a usurpação de um dos direitos exclusivos de Allah (swt), legislar. E por ser baseada na separação da religião dos outros aspectos da vida, induz à distorção do Islam, promovendo sua secularização.

Para aplicação integral do Islam, é necessário um sistema de governo que aplique as injunções islâmicas referentes à vida pública encontradas no Kitab e na Sunnah. Negligenciar isso é apoiar os inimigos contra o Islam, e ajudá-lo na campanha expansionista do secularismo, que garantirá seu domínio sobre o mundo todo. A participação dos muçulmanos no sistema democrático, ou em qualquer sistema que não seja islâmico, é prejudicial para esta Ummah, e  por isso, haram.

            A Lei de Allah (swt) rege todo o Universo, e deve também reger a sociedade humana, o governo do kufr é uma situação anormal que deve ser retificada: Allah (swt) estabeleceu a Jihad para retificar as condições de  usurpação de Seu Poder e Soberania.

O acesso à Mensagem de Allah(swt) é um direito de toda humanidade, todos devem ter a oportunidade de conhecer as realidades da existência e acesso aos esclarecimentos das verdades sobre a vida material e a Outra Vida. Esse direito tem sido negado à humanidade devido ao governo do mundo por ideologias materialistas. O estabelecimento do governo de Allah (swt) na terra não beneficia apenas os muçulmanos, mas beneficia toda a humanidade, uma vez que lhe devolve o direito de conhecer o conteúdo da Mensagem Divina.

 O máximo que um muçulmano pode fazer é se empenhar na jihad para retificar essa condição de erro e devolver a soberania a Allah (swt), através do estabelecimento do Estado Islâmico, e também levar a Mensagem de Allah (swt) para toda humanidade  através da dawah e da jihad. E o mínimo que o muçulmano pode fazer é não ajudar a fortalecer o sistema kufar, recusando-se a participar dele, recusando-se a se submeter às suas leis, conservando-se fiel a identidade islâmica, sem se intimidar pelas pressões do sistema vigente: esta será sua jihad, enfrentar com coragem as tribulações que lhe são impostas pelo simples fato de se obedecer a Allah(swt). Manter a identidade islâmica e rejeitar participar desde circo, é enfrentar o kufar de maneira simples porém eficiente, pois cada muçulmano que abandona sua ideologia e sua identidade enfraquece a Ummah e fortalece o inimigo de Allah(swt), mesmo que pareça pouco, a conservação da identidade islâmica é fundamental nesta batalha contra o kufr, para devolver aos muçulmanos o direito de terem seus interesses representados internacionalmente pelo Estado Islâmico.

            O re-estabelecimento do Khilafah é a solução definitiva de todos os problemas enfrentados pela Ummah na atualidade e dará início a uma nova fase para  nação muçulmana:  a partir do estabelecimento do Khilafah começará o trabalho para levar a Mensagem da Allah(swt) para toda humanidade, o movimento que libertará a todos da opressão e da submissão a outros seres humanos, dando-lhes a conhecer a verdadeira liberdade que é a submissão exclusiva a Allah(swt), Senhor do Universo.

            “Eles querem a lei da jahilyia. E quem é melhor na legislação do que Allah para os que são firmes na fé?” (TSQ, surat al-madat, versículo 50)

            “Saiba que Allah socorrerá quem O socorrer em Sua Causa porque é Forte, Poderoso. São aqueles que quando estabelecidos na terra observam a oração, pagam o zakat, recomendam o bem, e proíbem o ilícito. Em Allah repousa o destino de todos os assuntos.”(TSQ, surat al-hajj, versículo 40, trecho)