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A Ética
do Profeta com seus companheiros
1. As relações próximas do Profeta com
seus companheiros : Isto é sabido já que temos relatos detalhados da
biografia do Profeta. O Profeta é o exemplo que deveríamos emular em todos
nossos assuntos. Yarir b. Abdullah disse: O profeta
não me impediu que me sentasse com ele desde que eu aceitei o Islam.
Sempre sorria quando me olhava. Uma vez me queixei com ele, já que não
podia andar a cavalo e me deu um leve golpe no peito e suplicou a Deus,
dizendo Oh Deus! Segura-o e converte-o em uma pessoa que guie os demais e
que seja uma fonte de orientação. (Bujari, 5739)
2. O Profeta
costumava entreter seus companheiros e brincava com eles: Anas b. Malik
disse que o Mensageiro de Deus
era a pessoa mais educada. Tenho um irmão menor cujo nome é Abu Umair ele
costumava brincar com um pequeno pássaro chamado ’An-Nughair’. O Profeta
lhe disse: Abu Umair! Que foi que o Nughair te fez?. (Muslim, 2150) O
Profeta
não só entretinha seus companheiros com palavras, mas também os divertia
brincando. Anas b. Malik disse: Um beduíno chamado Zahir b. Haram dava
presentes ao Profeta
e ele também lhe dava presentes. O Profeta
disse: Zahir é nosso deserto, e nós somos sua cidade. O Profeta
se aproximou, enquanto ele estava vendendo suas mercadorias, abraçou-o por
trás, e este não o viu. Logo disse: Solta me! Quando percebeu que era o
Profeta
quem o estava abraçando, pressionou suas costas contra o peito do
Mensageiro! O Mensageiro de Deus
lhe disse: Quem compraria este escravo para mim? Zahir disse: Mensageiro
de Deus, não valho nada! O Mensageiro de Deus
então, disse-lhe: Deus não te considera sem valor! Tu és valioso e
precioso para Deus (Ibn Hibban, 5790)
3. Consultava seus companheiros
O Profeta
consultava seus companheiros e tinha em conta suas opiniões e pontos de
vista em assuntos e problemas nos quais não se revelavam os textos
sagrados. Abu Hurairah disse: Não vi uma pessoa mais entusiasta pelos
conselhos sinceros de seus companheiros que o Mensageiro de Deus .
(Tirmizi,1714).
4. Visitar os enfermos, fossem ou não
muçulmanos
O Profeta
se preocupava com seus companheiros e se assegurava que estivessem bem. Se
soubesse que alguém estava doente, corria para visitá-lo, com quem
estivesse com ele. Não só visitava os muçulmanos como também aqueles que
não eram muçulmanos e que estavam doentes. Anas b. Malik disse: Um rapaz
judeu prestava serviços ao Profeta
e adoeceu. Então o Profeta
disse: Vamos visitá-lo. Foram vê-lo e encontraram seu pai sentado ao seu
lado; o Mensageiro de Deus
disse: Testemunhe que não há outro verdadeiro deus merecedor de adoração
que não seja Deus e eu intercederei por ti no Dia da Ressurreição. O rapaz
olhou seu pai , que lhe disse: ’Obedece a Abul-Qasim!(sobre
nome do profeta)’ Então o rapaz disse: Não há outro
verdadeiro deus merecedor de adoração que Deus, e Muhammad é o último
Mensageiro. O Profeta
disse: Todos os louvores cabem a Deus, Quem o salvou do Fogo do Inferno. (Ibn
Hibban, 2960).
5. Era agradecido com a bondade das pessoas com ele, e as recompensava
generosamente. Abdullah b. Umar narrou que o Mensageiro de Deus
disse: Quem busque refugiar-se em Deus de seu demônio, não será
prejudicado. Quem te pede algo por Deus, entrega-lhe. Quem te convida,
aceita seu convite. Quem te faz um favor ou um ato de bondade, paga-lhe de
forma similar; mas se não encontras como recompensá-lo, então suplica a
Deus por ele continuamente, até que consideres que o hás recompensado. .
(Ahmad, 6106) A’ishah disse: O Mensageiro de Deus
aceitava presentes e os recompensava com generosidade. (Bujari, 2445)
6. O amor do Profeta por tudo que é bom
e bonito: Anas disse: A mão do Mensageiro de Deus
era mais suave que qualquer seda que jamais haja sido tocada, e o aroma de
sua pele era mais agradável que qualquer perfume que jamais foi sentido. (Bujari,
3368)
7. O Mensageiro de Deus
amava ajudar aos outros, intercedendo por eles: Abdullah b. Abbas disse: O
marido de Barirah era um escravo que se chamava Mugís Eu o vi caminhando
atrás dela, chorando pelas ruas de Medina, e suas lágrimas caiam de sua
barba. O Mensageiro de Deus
disse a Al-Abbas: Não te assombres com o quanto Mughiz ama a Barirah, e
quanto Barirah o despreza! O Profeta
disse a Barirah: Por que não voltas com ele? Ela lhe disse: Estás me
ordenando que o faça?
Ele disse: Não, estou intercedendo em seu favor. Ela disse: Não preciso
disso. (Bujari, 4875)
8. O Mensageiro de Deus
servia se a si mesmo: A’ishah disse: Perguntaram-me como o Mensageiro de
Deus
se comportava em sua casa. Ela disse: Ele era como qualquer homem; lavava
sua roupa, alimentava as suas ovelhas e se servia a si mesmo. (Ahmad
24998) Os excelentes modos do Profeta, não só faziam com que se servisse a
si mesmo, como também aos demais. A’ishah disse: Perguntaram-me como se
comportava em sua casa o Mensageiro de Deus .
Ela disse: Ele ajudava em casa com as tarefas diárias e quando ouvia o
chamado para a oração, dirigia-se para a mesquita. (Bujari 5048)
Declarações de Justiça e Equidade
1. O Poeta alemão, Göethe26,
disse: Procurei na história o paradigma do homem e o encontrei no profeta
árabe Muhammad.
2. O professor Keith Moore27,
disse em seu livro "The Developing Human: É evidente que estas declarações
devem ter sido
apresentadas a Muhammad através de Deus, o Alá, já que muito desses
conhecimentos só foram descobertos muitos séculos mais tarde. Isto prova
que Muhammad deve ter sido um Mensageiro de Deus ou Alá . Depois disse:
Não tenho dificuldades em aceitar que é uma inspiração ou revelação
divina, o que o levou a fazer essas declarações.
3. O Dr. Maurice Bucaille28,
disse em seu livro "The Qur’an and Modern Science": Um exame totalmente
objetivo do Alcorão à luz do conhecimento moderno, nos leva a reconhecer a
coincidência entre ambos, como já foi visto em repetidas ocasiões. Faz-nos
considerar impensável que um homem da época de Muhammad tenha sido o autor
dessas afirmações, tendo-se em conta o grau de conhecimento desses tempos.
Essas considerações são parte do que dá um lugar único à Revelação
Corânica e obriga ao Cientista imparcial a admitir sua incapacidade em
oferecer uma explicação baseada exclusivamente no racionalismo
materialista.
26 Escritor e cientista
alemão. Escreveu poesia, drama e romance. Também dirigiu investigação
científica em vários campos, como a botânica e ocupou várias posições
governamentais. 27 Foi Presidente da
Associação Canadense de Anatomia , do Departamento de anatomia y biologia
celular, da Universidade de Toronto. 28 Dr.
Maurice Bucaille cirurgião francês eminente, cientista. Estudioso e autor
de A Biblia, O Alcorão e a Ciência.
4. Annie Besant29 em The Life and Teachings
of Mohammad, disse: é impossível para qualquer um que estude a vida e
caráter do grande Profeta da Arábia, que sabia como ensinar e viver, sinta
não menos que veneração pelo poderoso Profeta, um dos grandes mensageiros
do Supremo. E ainda que muitas das coisas que expressei pareçam familiares
a muitos, ainda assim, sinto em cada ocasião que o releio, um novo modo de
admiração, um novo sentido de veneração ao grande Mestre árabe.
29 Teósofo inglês, filósofo e figura política
que defendeu a autonomia e as reformas educativas na Índia.
5. Dr. Gustav Weil em History of the
Islamic Peoples disse: Muhammad era um brilhante exemplo para sua gente.
Seu caráter era puro e imaculado. Seu lar, sua vestimenta, sua comida
estavam caracterizados por uma rara simplicidade. Tão poucas pretensões
tinha, que não aceitava receber nenhum tipo especial de reverências, nem
tampouco algum serviço de serviçais, que ele mesmo pudesse fazer. Era
acessível a todos, em todos os momentos. Visitava os enfermos e estava
repleto de solidariedade para com todos. Ilimitada era sua benevolência e
generosidade como também seu ansioso cuidado pelo bem-estar de sua
comunidade.30 30
Enciclopédia de Sirah, por Afzalur-Rahman.
6. Maurice Gaudefroy disse: Muhammad era
um Profeta, não um teólogo, um fato tão evidente que se resiste a
declará-lo. Os homens que o rodeavam e que constituíam a influente elite
da comunidade Muçulmana original, relutavam em ter que obedecer à lei que
ele havia proclamado em nome de Deus e em seguir seu conselho e exemplo.31
31 ibid.
7. Washington Irving32 disse: Seus triunfos
militares não despertaram nele nem orgulho nem vaidade como o teriam feito
se tivessem sido afetados com propósitos egoístas. No tempo de maior
poder, ele manteve a mesma simplicidade nos modos e aparência que nos dias
de adversidade. Muito longe de adotar um estado majestoso, incomodava-se
se, ao entrar em algum cômodo, fizessem alguma demonstração diferente de
respeito.33 32
Escritor famoso. Morreu em 1859. 33
Enciclopédia de Sirah, por Afzalur-Rahman.
8. O Marquês de Dufferin disse: É pela
ciência Muçulmana, pela arte e literatura Muçulmanas que a Europa tem uma
dívida por ter logrado sair da obscuridade da Idade Média.
As
Esposas do Profeta
Depois da morte de sua primeira esposa,
Khadijah, o Profeta
se casou com onze mulheres; todas elas divorciadas, exceto Aishah. Seis de
suas esposas eram da tribo de Quraish e cinco eram de diferentes tribos
árabes. O Profeta
se casou com essas mulheres por muitas razões:
1. Propósitos religiosos e legislativos:
O Profeta
se casou com Zainab b. Yahsh. Os árabes na Era Pagã pré-Islâmica proibiam
a um homem casar- se com a esposa de seu filho adotivo; eles criam que o
filho adotivo era como o filho biológico em todos os aspectos. O Profeta
se casou com ela, embora ela tenha sido casada com seu filho adotivo, Zaid
b. Harizah. O Mensageiro de Deus
casou-se com ela para abolir essa crença. Deus, o Altíssimo, disse: E
lembra [Oh, Muhammad!] quando disseste [a Zaid Ibn Hârizah] a quem Deus
tinha agraciado [com o Islam], e tu havias favorecido [libertando-o da
escravidão]: Fica com tua esposa, e teme a Deus; ocultaste assim o que
Deus manifestaria porque temeste o que diriam as pessoas, mas Deus é mais
digno de ser temido. Quando Zaid termine com o vínculo conjugal [e sua
ex-esposa haja concluído o tempo de espera depois do divórcio], a
concederemos a ti em matrimônio, para que os crentes não tenham nenhum
impedimento em casar-se com as ex-esposas de seus filhos adotivos, se é
que eles decidem separar-se delas, e saiba que este é um preceito de Deus
que deve ser acatado. Não comete falta alguma o Profeta porque Deus lhe
prescreveu [e permitiu contrair em matrimônio]; este é o desígnio de Deus,
tal como foi para os Profetas que lhe precederam; e o desígnio de Deus
deve cumprir-se. [33:37]
2. Razões políticas, para benefício da difusão do Islam e para ganhar a
aprovação das tribos árabes: O Mensageiro de Deus
se casou com mulheres das mais influentes tribos árabes. O Profeta
ordenou a seus Companheiros fazer o mesmo. O Profeta
disse a Abdurrahmaan b. Auf: Se te segue (e aceita o Islam), então casa
com a filha do chefe da tribo. O Dr. Cahan disse: Alguns dos aspectos de
sua vida podem parecer confusos devido à mentalidade atual. O Mensageiro é
criticado por sua obsessão de realização mundana e por suas nove esposas,
com as quais se casou depois da morte de sua primeira esposa, Khadijah. Já
ficou confirmado que a maioria desses matrimônios foram realizados por
razões políticas, com o propósito de obter lealdade de alguns nobres e
tribos.
3. Razões sociais: O Profeta
se casou com as esposas de alguns de seus Companheiros que morreram em
batalha. Casou-se com elas embora fossem mais velhas do que ele, e o fez
para honrá-las e para honrar seus defuntos maridos. Veccia Vaglieri35
35 Orientalista italiano
em seu livro In Defense of the Islam, disse: Durante os anos de sua
juventude, Muhammad
se casou só com uma mulher, embora a sexualidade masculina estivesse em
seu ponto mais alto durante esse período. Ainda que vivendo na sociedade
em que viveu, onde os matrimônios plurais eram considerados a regra geral,
e o divórcio era algo muito fácil ele só se casou com uma mulher, embora
sendo mais velha do que ele. Ele foi um marido fiel por vinte e cinco
anos, e não se casou com outra mulher, exceto depois de enviuvar. Tinha
então cinqüenta anos. Casou-se com suas esposas mais tarde por razões
sociais ou propósitos políticos; tanto por querer a honra da mulher
piedosa, ou por querer a lealdade de certas tribos para poder expandir o
Islã entre eles. Nenhuma das esposas com que Muhammad
se casou era virgem, nem jovem ou bela; exceto Aishah. Então, como pode
alguém proclamar que era um homem luxurioso? Ele era um homem e não um
deus. Seu desejo de ter um filho poderia também tê-lo levado a se casar,
já que todos os filhos que teve com Khadijah morreram. Por outro lado, foi
quem assumiu as responsabilidades financeiras de sua extensa família, sem
ter grandes recursos. Era justo e eqüitativo e não fazia distinção entre
eles. Seguiu a prática de antigos Profetas como Moisés, a quem ninguém se
opôs por seus múltiplos matrimônios. Será que a razão pela qual se objeta
pelos múltiplos matrimônios de Muhammad, é o fato de que conhecemos até o
mais íntimo detalhe de sua vida, e sabemos muito pouco da vida dos
Profetas anteriores? Thomas Carlyle disse: Muhammad mesmo, depois de tudo
que se pode dizer dele, não era um homem sensual. Erramos ao considerar
esse homem com intenções de desfrutar dos prazeres básicos, ou prazeres de
qualquer outro tipo.36
36 ’Heroes, Hero-Worship and the
Heroic in History’
Provas dos Textos
Bíblicos que confirmam Muhammad como o Profeta
Provas do Alcorão
1. Deus, o Altíssimo, diz: Muhammad não
é o pai de nenhum de vossos homens, mas sim o Mensageiro de Deus e o selo
dos Profetas; e Deus é Onisciente. [Alcorão 33:40]
2. Jesus
se alegrou com o advento do Profeta Muhammad no Evangelho. Deus, o
Altíssimo diz: E quando Jesus, filho de Maria, disse: Oh, filhos de
Israel! Eu sou o Mensageiro de Deus, enviado a vós para corroborar a Tora
e anunciar um Mensageiro que virá depois de mim, chamado Ahmad [Este era
um dos nomes do Profeta Muhammad]. Mas quando lhes apresentou as
evidências, disseram : Isto é pura magia! [Alcorão 61:6]
Provas da Sunnah(Sunnah: toda narração de
palavra, ação, características ou aprovações tácitas do Profeta):
O Profeta
disse: Meu exemplo e o dos Profetas anteriores, para mim, são como um
homem que construiu uma casa, com grande perfeição, exceto pelo espaço de
um tijolo; as pessoas a rodeariam e a olhariam com respeito por sua
perfeição e diriam: Se não fosse por este espaço! O Profeta
disse: Eu sou esse tijolo, eu sou o último dos Profetas. (Bujari, 3342)
Escrituras
sagradas prévias:
Ataa’ b. Yasaar disse: Conheci Abdullah
b. Amr b. al-Aas e perguntei-lhe: Conta-me sobre a descrição do Mensageiro
de Deus
na Tora. Ele disse: Ele é descrito na Tora como é descrito no Alcorão:
Enviamos a ti como testemunha (para toda a humanidade) para alegrar, para
advertir, para proteger e resguardar os humildes. Tu és Meu servo e
mensageiro, te chamo Mutawakki (O leal). Não tens maus modos, não és rude
nem levantas a voz. Não pagas o mal com o mal; em troca, perdoas e
desculpas. Não tomarei tua alma até que guies as Nações, até que digam:
Não há outro verdadeiro deus merecedor de adoração exceto Deus até que
eles vejam claramente a verdade. Ata disse: Conheci Kab, o Rabino, e
perguntei-lhe sobre sua narração, e ele não contradisse Abdullah b. Amr b.
Al-Aas, exceto por uma pequena diferença de palavras. (Baihaqi, 13079)
Abdul-Ahad Dawud38
38 Rev. David Benjamín Keldani, B.D.
sacerdote católico romano da seita de Uniate-Chaldean. Nasceu em 1867 em
Urmia, Pérsia disse: Tratei de fundamentar meus argumentos
em citações da Bíblia, que escassamente permite discussões lingüísticas.
Não o farei em Latim, Grego ou Aramaico, porque não teria sentido: só
farei a seguinte anotação, com as palavras da Versão Corrigida publicada
pela Sociedade Bíblica britânica. Podemos ler as seguintes palavras no
Livro do Deuteronômio 18:18: Eu farei que se levante do meio de seus
irmãos um profeta, o mesmo que fiz contigo. Eu porei minhas palavras em
sua boca e ele lhes dirá tudo o que eu mande. Se estas palavras não se
aplicam ao Profeta Muhammad, ainda permanecem não cumpridas. O próprio
profeta Jesus nunca afirmou ser o Profeta a que se aludia. Até seus
discípulos pensavam o mesmo: esperaram a segunda aparição de Jesus para o
cumprimento da Profecia. Até agora é evidente que a primeira aparição de
Jesus não foi o advento do Profeta, e sua segunda chegada pode
dificilmente cumprir essas palavras. Jesus, como se crê na Igreja,
aparecerá como um juiz e não como um legislador; mas o prometido virá com
uma lei de fogo em sua mão direita. Comprovando a personalidade do Profeta
prometido, a outra profecia de Moisés é, no entanto, de muita ajuda porque
fala de iluminada marcha desde Parán, a montanha de Meca. As palavras no
Livro de Deuteronômio, capítulo 13:2, diz o seguinte: O Senhor saiu do
Sinai; para eles, levantou-se sobre o horizonte de Seir; resplandeceu
desde o monte Parán; para eles chegou a Meriba de Cadés acompanhado de
seus santos. Com estas palavras o Senhor foi comparado com o sol. Ele vem
do Sinai, ilumina-os desde Seir, mas resplandece cheio de glória desde
Parán, onde aparece com dez mil santos com uma lei de fogo em sua mão
direita.
Nenhum dos israelitas, incluindo-se Jesus, tem alguma relação com Parán.
Hagar, com seu filho Ismael, perambularam pelo deserto de Beersheba; mais
tarde morou no deserto de Parán. (Gen. XXI.21). Casou-se com uma mulher
egípcia, e através do nascimento de seu primeiro filho, deu descendência
aos árabes que desde então são os moradores do deserto de Parán. Se o
Profeta Muhammad tem ascendência de Ismael a Cedar, aparece como o Profeta
do deserto de Parán, entra em Meca com dez mil santos e dá ao povo uma lei
de fogo, não está cumprida na totalidade a profecia mencionada
anteriormente?
As palavras da profecia em Habakkuk são dignas de atenção. Sua (o santo de
Parán) glória cobriu os céus e a terra se encheu de louvores. A palavra
louvor tem um significado importante, porque o nome Muhammad significa o
louvado. Além dos árabes, aos habitantes do deserto de Parán também lhes
foi prometido uma Revelação: permitam que os desertos e as cidades
levantem sua voz; os povos que Cedar habitou: permitam que os habitantes
das pedras cantem, permitam lhes gritar de cima das montanhas.
Permitam-lhes brindar glória ao Senhor, e clamem seus louvores nas ilhas.
O Senhor resplandecerá como um
homem poderoso, removerá os ciúmes como um homem de guerra, chorará,
gritará, rugirá, ele triunfará sobre seus inimigos (Isaías).
Há outras duas profecias em conexão com esta, onde se menciona Cedar. Uma
se apresenta desta maneira no capítulo IX de Isaías: Levanta-te e brilha ,
que chegou tua luz e a Glória de Jeová amanheceu sobre ti. Enquanto as
trevas cobriam a terra e os povos estavam na noite, sobre ti se levantou
Jeová, e sobre ti apareceu sua Glória. Os povos se dirigem à tua luz e os
reis, ao resplendor da tua aurora. Levanta os olhos ao teu redor e
contempla: todos se reúnem e te vêem; teus filhos chegam de longe e tuas
filhas são trazidas ao colo. Tu então, ao vê-lo, ficarás radiante,
palpitará teu coração muito emocionado; hão-de trazer-te tesouros do outro
lado do mar e chegarão a ti as riquezas das nações. Inundar-te-á uma
multidão de camelos: chegarão os de Madián e Efá. Os de Sabá virão todos
trazendo ouro e incenso, e proclamando os louvores de Jeová. Todos os
rebanhos de Cedar se reunirão junto a ti, e os carneiros de Nebayot serão
teus para serem oferecidos em meu altar, pois quero dar esplendor ao
templo de minha Glória (1- 7). A outra profecia está também em Isaías,
Profecia sobre Edom: Alguém me grita desde Seír: «Sentinela, que hora é da
noite? «Sentinela, que hora é da noite? O sentinela responde: «Chega a
manhã, mas também a noite; se vocês querem perguntar, perguntem, mas
voltem outra vez.» Profecia sobre a Arábia: Entre as matas da estepe
passam a noite as caravanas dos dedanitas. Saiam ao encontro do sedento,
habitantes do país de Tema, levando-lhe água; acolham o fugitivo e
dêem-lhe pão. Pois eles vêm fugindo das espadas, das espadas afiadas, do
arco pronto para disparar, da violência da guerra. Sim, assim me disse o
Senhor: «Dentro de um ano, o mesmo que dura o contrato de um soldado, toda
a riqueza de Quedar terá terminado e não sobrará quase nada dos arqueiros
valentes de Quedar, - isto é palavra de Jeová, o Deus de Israel.; se podem
entender estas profecias em Isaías à luz de uma mencionada no
Deuteronômio, que fala da iluminada marcha de Deus desde Parán. Se Ismael
habitou o deserto de Parán, onde deu vida a Cedar, quem é o antecessor dos
árabes; e se os filhos de Cedar receberam revelações do Senhor, se os
carneiros de Cedar foram oferecidos com agrado sobre o Divino altar para
glorificar A casa de minha gloria onde a escuridão cobriu a terra por
alguns séculos, para que logo essa terra recebesse luz Divina; e se por
glória de Cedar a quantidade de arqueiros e os poderosos filhos de Cedar,
diminuíssem um ano depois de fugir das espadas e da inclinação dos arcos O
Bendito de Parán (Habakkuk III 3) não é outro mais que o profeta Muhammad.
O profeta Muhammad é a Bendita prole de Ismael através de Cedar, que se
instalou no deserto de Parán.
Muhammad é o único Profeta do qual os árabes receberam revelações nos
tempos em que a escuridão havia coberto a terra.
Através dele Deus resplandeceu desde Parán, e Meca é o único lugar de onde
A Casa de Deus é glorificada e os carneiros de Cedar foram oferecidos com
agrado sobre o altar. O Profeta Muhammad foi perseguido por sua gente e
teve que deixar Meca. Ele estava sedento e fugiu das espadas e dos arcos;
e depois de um ano de sua fuga, os descendentes de Cedar o encontraram em
Badr, o lugar da primeira batalha dos Mecanos e o Profeta, os filhos de
Cedar, e sua quantidade de arqueiros diminuíram e toda a glória de Cedar
se consumou. Se o Profeta não é aceite como o cumprimento de todas essas
profecias, estas não foram cumpridas. A casa de minha glória a que se
refere Isaías 1X , é a casa de Deus em Meca e não a Igreja de Cristo como
clamam os Cristãos. Os carneiros de Cedar, como se menciona no verso 7,
nunca chegaram à Igreja de Cristo, e é um fato que os povoados de Cedar e
seus habitantes são os únicos no mundo que permaneceram impenetráveis à
Igreja de Cristo.
Outra vez, a menção dos dez mil santos em Deuteronômio 30:3 tem muito
significado. Ele (Deus) resplandeceu desde Parán, e chegou com dez mil
santos. Lendo a história completa do deserto de Parán não se encontra
outro evento além daquele em que Meca foi conquistada pelo Profeta. Ele
chegou com dez mil seguidores de Medina e entrou em A casa de minha
glória. Entregou a lei de fogo ao mundo, que reduziu a cinzas todas as
demais leis. O Confortador O Espírito da Verdade - de que falou o Profeta
Jesus não foi outro mais que o Profeta Muhammad. Não pode ser tomado como
o Espírito Santo como diz a Igreja. É necessário para vocês, que eu
desapareça, diz Jesus, já que se eu não me for o Confortador não virá. As
palavras mostram claramente que o Confortador virá depois da partida de
Jesus, e não estava com ele quando pronunciou estas palavras.
Podemos supor que Jesus estava desprovido do Espírito Santo se sua chegada
dependia da partida de Jesus: além disso a forma como Jesus o descreve faz
com que ele pareça um homem e não um espírito. Ele não falará por si
mesmo, falará por inspiração. Temos que supor que o Espírito Santo e Deus
são duas entidades diferentes, que o Espírito Santo fala por si e também o
que escuta de Deus? As palavras de Jesus se referem claramente a um
Mensageiro de Deus. Chama-o O Espírito da Verdade, e então o Alcorão fala
do Profeta Muhammad: Por certo que ele se apresentou com a Verdade, e
corroborou a Mensagem dos Profetas que o precederam. Alcorão 37:37
39 39
Muhammad na Biblia, Abdul-Ahad Dawud.
No Novo Testamento:
Há várias passagens no Novo Testamento
que claramente anunciam a vinda de Muhammad pela contradição de sua
natureza e suas ações.
João , o Batista: Este foi o testemunho de João, quando os judeus enviaram
sacerdotes e levitas de Jerusalém para perguntar-lhe: Quem és tu? João
declarou e não ocultou a verdade: Eu não sou o Messias. Perguntaram-lhe:
Então, quem és ? Elias? Respondeu: Não sou. Disseram-lhe : És o Profeta?
Respondeu: Não. Então lhe disseram? Quem és, então? Pois temos que levar
uma resposta aos que nos enviaram. Que dizes de ti mesmo? João respondeu:
Eu sou, como disse o profeta Isaías, a voz que grita no deserto: Tomem o
caminho do Senhor.Os enviados eram do grupo dos fariseus, e lhe fizeram
outra pergunta: Por que batizas então, se não és o Messias, nem Elias, nem
o Profeta? (João 1:20-25)
Esse Profeta não era Jesus, mas sim Muhammad, porque João Batista
continuou pregando, batizando e anunciando a vinda desse Profeta durante a
vida de Jesus. Jesus: O Profeta Jesus predisse a vinda de outro Profeta
cujo nome seria ’Periqlytos’, ou ’Paráclito’, ou ’Paracalon’. Diz: e eu
rogarei ao Pai e lhes darei outro Protetor (Paráclito) que permanecerá
sempre com
vocês. (João XIV, 16)
A palavra Paráclito significa ’ilustre, renomado e louvado’ e isto é
exatamente o que significa o nome ’Ahmad’. No Sagrado Alcorão são
mencionadas as Profecias feitas por Jesus sobre o advento de um profeta
chamado ’Ahmad’. Deus, o Altíssimo, diz: E quando Jesus, filho de Maria,
disse: Oh, filhos de Israel! Eu sou o Mensageiro de Deus, enviado a vós
para corroborar
a Tora e anunciar um Mensageiro que virá depois de mim, chamado Ahmad
[Este era um dos nomes do Profeta Muhammad].[Alcorão 61:6]
Provas
intelectuais que confirmam o Profeta
1. O Profeta
era iletrado. Não sabia ler nem escrever. Viveu entre pessoas iletradas
como ele. Portanto não se pode afirmar que Muhammad
foi o autor do Alcorão. Deus, o Altíssimo, diz:
E tu não sabias ler nenhum tipo de escritura antes que te fora revelado [o
Alcorão] nem tampouco transcrevê-la com tua direita; porque se assim
fosse, poderiam ter semeado dúvidas [sobre ti] os que inventam mentiras.
[29:48]
2. Os árabes foram desafiados a escrever
algo similar ao Alcorão, e não o puderam fazer! A formosura de sua
estrutura e o profundo significado do Alcorão assombravam aos árabes. O
Alcorão é o eterno milagre de Muhammad. O Mensageiro de Deus
disse: Os milagres dos Profetas (antes de mim) estavam restritos a suas
épocas. O milagre que me foi dado é o Alcorão que é eterno, e por ele
espero ter muitos seguidores. (Bujari 4598) Ainda que sua gente tenha sido
eloqüente e conhecida por sua imponente poesia, Deus os desafiou a
produzir algo similar ao Alcorão, mas não o conseguiram. Deus diz:
Se duvidardes do que revelamos ao Nosso servo [Muhammad] trazei um
capítulo similar, e recorrei a ele, a quem pedis socorro em lugar de Deus,
se é que dizeis a verdade. [2:23] Deus desafia os homens a produzir algo
similar ao Alcorão. Deus diz: Diga-lhes: Se os homens e os gênios se
unissem para fazer um Alcorão similar, não lograriam, ainda que se
ajudassem mutuamente. [17:88]
3. O Profeta
continuou rezando e convocando as pessoas ao Islam, embora tenha passado
por muitas dificuldades e tenha sido contestado por sua gente, que
planejou inclusive assassiná-lo. Ainda assim o Profeta
continuou pregando e foi paciente. Se fosse um impostor teria parado de
pregar e teria temido por sua vida.
W. Montgomery Watt disse: Sua disposição para sofrer perseguições por suas
crenças, a alta moral dos homens que creram nele e o respeitaram como
líder, e a grandeza do seu último resultado tudo sustenta sua integridade
fundamental. Supor que Muhammad foi um impostor traz mais problemas do que
os resolve. Além disso, nenhuma das figuras da história é tão pobremente
apreciada no Ocidente como Muhammad... Portanto, não só devemos dar
crédito a Muhammad por sua honestidade essencial e propósitos íntegros. Se
é que o vamos a entender, se queremos corrigir os erros que herdamos do
passado, não devemos esquecer que uma prova conclusiva é um requerimento
mais estrito que uma demonstração de plausibilidade e, em um caso como
este, só se consegue com dificuldade.
4. Todas as pessoas gostam dos
ornamentos e belezas, e poderiam ser influenciados por eles . Deus, o
Altíssimo, diz: Foi arraigada no coração dos homens a inclinação pelos
prazeres: as mulheres, os filhos, o acúmulo de riquezas em ouro e prata,
os cavalos de raça, os rebanhos e os campos agrícolas. Esse é o gozo da
vida mundana, mas Deus lhes tem reservado algo mais belo. [3:14] O homem,
por natureza, se entusiasma por adquirir ornamentos e belezas deste mundo.
As pessoas diferem no método que usam para adquirir essas coisas. Alguns
usam como recurso para obtê-las, meios legais, enquanto que outros
utilizam meios ilegais.
Quraish tratou de persuadir o Profeta
para que deixasse de invocar as pessoas ao Islam. Ofereceram-lhe
transformá-lo no Senhor de Quraish, casá-lo com a moça mais bela e fazer
dele o homem mais rico. Ele respondeu a estas ofertas tentadoras, dizendo:
Por Deus, se colocassem o sol na minha mão direita e a lua na minha mão
esquerda, para que me afastasse deste assunto, não o faria, até que Deus o
fizesse triunfar (ao Islã) ou morresse convidando as pessoas. (Ibn Hisham)
Se o Profeta
fosse um impostor, teria aceite esta oferta sem pensar.Thomas Carlyle,
disse: Chamam-no Profeta, me disseste? Arre! Colocou-se cara a cara com
eles, aqui, sem consagrar nenhum mistério, cobrindo-se com seu manto,
remendando seus próprios sapatos, lutando, aconselhando ordem em seu meio.
Devem ter visto a classe de homem que ele era, deixem que o chamem como
goste. Nenhum imperador, com suas tiaras, foi obedecido como este homem
com um manto. Durante vinte e três anos de processo duro e real, vejo nele
a autenticidade de um herói.40
40 ’Heroes, Hero-Worship and the Heroic in
History’
5. Sabe-se que o domínio e a riqueza de
um reino estão sujeitos à vontade do rei. Tratando-se de Muhammad
ele sabia que esta vida era uma etapa transitória. Ibrahim b. Alqamah
narrou que Abdullah disse: O Profeta
se recostou sobre um tapete de palha, que deixou suas costas marcadas,
então disse: Mensageiro de Deus! Daria minha mãe e meu pai como resgate,
por ti! Permite-nos pôr uma cama sobre o tapete em que deitas, para que
tuas costas não fiquem marcadas. O Profeta
disse: Meu exemplo nesta vida é como um ginete que descansa à sombra de
uma árvore e logo continua sua viagem. (Ibn Mayah, 4109) An-Nu’man b.
Bashir disse: Vi teu Profeta
(durante um tempo) quando não podia nem sequer encontrar tâmaras boas para
encher seu estômago. (Muslim, 2977) Abu Hurairah disse: O Mensageiro de
Deus
nunca teve a oportunidade de alimentar- se durante três dias seguidos até
à sua morte. (Bujari, 5059)
Ainda que a Península Árabe estivesse sob seu domínio, e ele era a fonte
de bondade para sua gente, o Profeta ,
algumas vezes, não encontrava comida para satisfazer suas próprias
necessidades. Sua esposa, Aishah, narrou que ele uma vez comprou um pouco
de comida de um Judeu (e combinou de pagar-lhe logo) e entregou-lhe sua
armadura como garantia. (Bujari, 2088)
Isto não significa que ele não pudesse obter o que queria, já que lhe
ofereciam dinheiro e riqueza em sua Mesquita, e ele não saía do lugar, até
distribuir tudo entre os pobres e os necessitados. Entre seus Companheiros
havia ricos e endinheirados apressavam-se a servi-lo e lhe ofereciam as
coisas mais valiosas. A razão pela qual o Profeta
renunciou às riquezas do mundo, foi porque sabia a realidade da vida. Ele
disse: A comparação desta vida com a do além, é como uma pessoa que
submerge seu dedo no oceano; quanto pode tirar dele? (Muslim, 2858)
O Reverendo Bosworth Smith disse: Se alguma vez um homem governou por um
direito divino, esse foi Muhammad, já que ele teve todos seus poderes sem
o apoio do seu povo. Não se preocupou pelas vestes do poder. A
simplicidade de sua vida privada coincidia com sua vida social.41
41 Muhammad and Muhammadanism.
6. Ao Profeta de Deus
sucederam certos incidentes que necessitaram ser esclarecidos, e ele não
teve a oportunidade de fazer algo porque não recebeu nenhuma revelação
esclarecedora. Durante este período (entre o incidente e a revelação)
encontrava-se exausto. Um destes incidentes é o Ifk’
42 em que sua esposa Aishah foi acusada de ser infiel. O Profeta
não recebeu nenhuma revelação sobre este incidente por um mês; enquanto
isso seus inimigos falaram mal dele, até que recebeu a revelação e ficou
evidente a inocência de Aishah. Se o Profeta
fosse um impostor teria resolvido este incidente no instante em que
surgiu. Mas Deus diz: Não fale de acordo com suas paixões. [53:3]
42 i.e. O incidente em que os hipócritas
acusaram Aishah falsamente, que Deus tenha compaixão dela, de haver sido
infiel.
7. O Profeta
não pedia às pessoas que o bajulassem. Pelo contrário, o Profeta
se desgostava quando uma pessoa o adulava de qualquer forma. Anas disse:
Não havia um indivíduo mais amado por seus Companheiros que o Mensageiro
de Deus. Ele disse: Se o viam, não se levantavam por ele, já que sabiam
que isso o desgostava. (Tirmizi, 2754)
Washington Irving disse: Seus triunfos militares não despertaram nele, nem
orgulho nem vaidade, do mesmo modo que teria sido afetado por propósitos
egoístas. No tempo de maior poder ele manteve a mesma simplicidade nos
costumes e aparência que em seus dias de adversidade. Muito longe de viver
de forma majestosa, incomodava se, ao entrar em um cômodo, era tratado com
alguma forma de respeito.
8. Alguns dos versículos do Alcorão foram revelados para admoestar o
Profeta
sobre a causa de certos incidentes, tal como: As palavras de Deus, o
Altíssimo: Oh, Profeta! Por que proíbes o que Deus fez lícito, pretendendo
com isso agradar às tuas esposas? E [sabe que apesar disso] Deus é
Condescendente, Misericordioso [66:1] O Profeta
se absteve de comer mel, por causa do comportamento de algumas de suas
esposas. Deus, então o advertiu já que ele se proibiu a si mesmo o que
Deus considera lícito.
a. Deus, o Altíssimo, diz: Deus te
desculpou [Oh, Muhammad!] por haver-lhes eximido sem antes comprovar quem
era verdadeiro e quem era mentiroso. [9:43] Deus admoestou o Profeta
porque aceitou rapidamente as falsas desculpas dos hipócritas que se
ausentaram na Batalha de Tabuk. Perdoou-os e aceitou seus pretextos, sem
verificá-los. Deus, o Altíssimo, diz: Não é permitido ao Profeta [nem aos
crentes] tomar como prisioneiros de guerra aos incrédulos antes de tê-los
combatido e dizimado na Terra. Pretendeis assim [cobrando seu resgate]
obter um benefício mundano, mas saiba que Deus quer para vós a recompensa
da outra vida. Certamente Deus é Poderoso, Sábio. [8:67]
b. Deus, o Altíssimo, diz: Não é assunto
teu se [Oh Muhammad, somente de Deus] Ele os absolve ou os castiga, porque
foram iníquos. [3:128]
c. Deus, o Altíssimo, diz: [Oh,
Muhammad!] Franziste o cenho e viraste as costas ao cego quando se
apresentou a ti. E talvez pretendesse instruír-se para assim purificar sua
conduta e moral, ou beneficiar se, refletindo sobre tuas palavras.
[80:1-4] Abdullah b. Umm Maktum, que era cego, veio ao Profeta
quando estava pregando a alguns dos líderes Quraish, e o Profeta
franziu o cenho e continuou seu sermão e Deus o admoestou por isso. Se o
Profeta
fosse um impostor, este versículo não se encontraria no Alcorão.
Muhammad Marmaduke Pickthall disse: Um dia, quando o Profeta estava
conversando com um dos grandes homens de Quraish, tratando de persuadi-lo
da verdade do Islã, um homem cego lhe fez uma pergunta sobre a fé. O
Profeta se irritou pela interrupção, franziu o cenho e se afastou do cego.
Neste versículo se diz que a importância de um homem não deve ser julgada
por sua aparência ou condição.43
43 O Glorioso Alcorão, tradução de Pickthall
pág. 685
9. Um dos sinais de sua profecia se
encontra no capítulo 111 do Alcorão. Nele, Deus, o Altíssimo, condena Abu
Lahab (tio do Profeta) ao tormento do inferno. Este capítulo foi revelado
durante as primeiras etapas de seu chamado ao Islam. Se o Profeta
fosse um impostor não imporia uma regra como esta, já que seu tio poderia
ter aceitado o Islã mais tarde! Dr. Gary Miller diz: Por exemplo, o
Profeta
tinha um tio com o nome Abu Lahab. Este homem odiava tanto o Islã que
costumava seguir o Profeta só para desacreditá-lo. Se Abu Lahab via o
Profeta
falando com um estranho, esperava que se fosse para ir encontrá-lo e
perguntar-lhe: Que te disse? Disse-te negro? Bem, é branco. Disse dia?
Bem, é noite. Ele dizia exatamente o contrário do que Muhammad
comunicava. Entretanto, aproximadamente dez anos antes que Abu Lahab
morresse foi revelado um pequeno capítulo do Alcorão. Este expressava,
distintivamente, que ele iria ao Fogo do Inferno. Em outras palavras,
afirmava que nunca se converteria em Muçulmano e por essa razão seria
condenado para sempre. Por dez anos tudo o que Abu Lahab fez foi dizer,
Diz-se que uma revelação mostrou a Muhammad que eu nunca mudarei, que
nunca me converterei em Muçulmano e entrarei no Fogo do Inferno.
Bem, agora quero converter-me em Muçulmano. Agrada-lhes isto? Que pensam
de sua divina revelação agora? Mas nunca o fez. E apesar de tudo, este é o
tipo de comportamento que se poderia esperar dele já que a única coisa que
fez foi contradizer o Islã. Em essência, Muhammad
disse Odeias-me e queres terminar comigo? Aqui, diga estas palavras e
terás terminado comigo. Vamos diga-as! Mas Abu Lahab nunca as disse. Dez
anos! E em todo esse tempo nunca aceitou o Islã nem apoiou sua causa. Como
Muhammad podia saber com segurança que Abu Lahab cumpriria a revelação do
Alcorão se ele não fosse o verdadeiro Mensageiro de Deus? Como é possível
que estivesse tão seguro para deixar que alguém o desacredite por dez
anos? A única resposta é que ele era o Mensageiro de Deus, já que por
ter-se exposto a um desafio tão arriscado, deve-se entender que teve que
ser a causa de uma revelação divina.44
44 O Sagrado Alcorão.
10. O Profeta
é chamado: ’Ahmad’ em um versículo do Alcorão, em lugar de Muhammad. Deus,
o Altíssimo, diz:
E quando Jesus, filho de Maria, disse: Oh, Filhos de Israel! Eu sou o
Mensageiro de Deus, enviado a vós para corroborar a Tora e anunciar um
Mensageiro que virá depois de mim chamado Ahmad. Mas quando lhes
apresentou as evidências, disseram: Isto é pura magia! [61:6] Se ele fosse
um impostor, o nome ’Ahmad’ não seria mencionado no Alcorão.
11. A religião do Islã ainda existe e
segue expandindo-se por todo o mundo. Milhares de pessoas abraçam o Islã e
o preferem às outras religiões. Isto acontece ainda que os seguidores do
Islam não estejam respaldados financeiramente como se espera; e apesar dos
esforços de seus inimigos para interromper a expansão do Islã. Deus, o
Altíssimo, diz: Certamente Nós revelamos o Alcorão e somos Nós os seus
anjos guardadores. [15:9]
Thomas Carlyle disse: Um impostor fundou uma religião? Como, um homem
impostor não pode construir uma casa de tijolos! Se realmente não conhece
e segue as características do pilão, a terra cozida e tudo no que
trabalha, não seria uma casa o que se constrói, mas uma pilha de sobras!
Não estaria de pé por doze séculos, para alojar mil oitocentos milhões de
pessoas; seria derrubada de imediato. Um homem deve se conformar com as
leis da natureza, viver em comunhão com a natureza e a verdade das coisas,
ou a Natureza irá reclamar. Não, para nada! Os erros são enganosos; um
Cagliostro, muitos Cagliostros, proeminentes líderes mundiais, progridem
pela falta de clero e ritos, por um dia. É como uma nota de banco
falsificada; passam por suas mãos sem valor: outros, não eles, o têm que
fazer com rapidez. A natureza explode em chamas de fogo; Revoluções
francesas e semelhantes, proclamando com terrível veracidade que as notas
falsificadas, são falsificadas. Mas por um grande homem, especialmente por
ele, me arriscarei a afirmar que é incrível que seja outro, que não seja
autêntico. Parece que esse é o seu primeiro alicerce, e tudo o que nele
jaz45. 45
Heroes, Hero-Worship and the Heroic in History’
O Profeta
conservou o Alcorão, depois que Deus conservou seu conteúdo, na memória de
geração após geração. Com efeito, memorizá-lo e recitá-lo, aprendê-lo e
ensiná-lo, são as coisas que os muçulmanos desfrutam fazer, já que o
Profeta
disse: O melhor de vocês é quem aprende o Alcorão e logo o ensina. (Bujari,
4639)
Muitos trataram de acrescentar ou omitir versículos do Alcorão; mas nunca
tiveram êxito, já que estes erros foram descobertos de imediato. A Sunnah
do Mensageiro de Deus
que é a segunda fonte da legislação islâmica, foi preservada por homens
honrados e piedosos. Passaram suas vidas reunindo estas tradições,
revendo-as para separar o falso do verdadeiro; até clarificaram quais
haviam sido planejadas.
Quem leia os livros escritos na ciência do Hadiss constatará que as
narrações que são autênticas, na realidade o são. Michael Hart diz:
Muhammad fundou e promulgou uma das maiores religiões do mundo46,
e se converteu em um efetivo líder político. Hoje, treze séculos mais
tarde, sua influência ainda é poderosa e dominante.
46 Os muçulmanos crêem que o Islam é uma
revelação Divina de Deus, e que Muhammad
não a fundou.
12. A verdade e sinceridade de seus princípios são boas e adequadas para
todos os tempos e lugares. Os resultados da aplicação do Islam são claros
e bem conhecidos, e mostra que com efeito é uma revelação de Deus. Além
disso, por que não é possível para Muhammad
ser um Profeta se é crença que muitos Profetas e Mensageiros foram
enviados antes dele? Se a resposta desta pergunta é que nada o impede
então nos perguntamos: Por que rejeitam este Profeta, e confirmam os
anteriores a ele?
13. Os homens não podem forjar leis
similares às do Islam que tratam cada aspecto da vida, como transações,
casamentos, conduta social, política e atos de adoração. Então, como é que
um homem iletrado pôde criar algo como isto? Não é isto uma clara prova de
que é Profeta ?
14. O profeta
não começou a chamar a gente ao Islã até que cumpriu quarenta anos. Sua
juventude havia passado e a idade em que deveria descansar e passar seu
tempo livre, foi a idade em que se encarregou, como Profeta, de difundir o
Islã. Thomas Carlyle, disse: É o contrário da teoria do impostor, o fato
em que viveu toda sua vida de forma irrepreensível, completamente, em
silêncio e de maneira comum, até que terminou sua vida. Até os quarenta
anos, nunca falou de alguma missão do céu. Todas suas irregularidades,
reais e supostas, datam de antes de seus cinqüenta anos, quando sua esposa
Jadiyah morreu. Toda sua ambição, aparentemente, havia sido, até esse
momento, viver uma vida honesta; sua fama, a simples opinião dos vizinhos
que o conheceram, havia sido suficiente até o momento. Só quando estava se
tornando velho, o lascivo ponto de sua vida explodiu, - a paz - o
principal que lhe deu este mundo, que começou com esta carreira de
ambição, e, ocultando todo seu caráter e existência, estabeleceu-se como
um infeliz e vazio charlatão para adquirir o que desde esse momento não
poderia desfrutar! Não tenho fé nisso.47
47 ’Heroes, Hero-Worship and the
Heroic in History’
Todos os louvores pertencem a Deus, Senhor do Universo. Queira Deus
bendizer seu Profeta e protegê-lo e à sua família de
todo mal Se desejar mais informações sobre o Islã, não hesite em contatar
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