capítulo dois

Necessidade do khilafah

            Allah(swt) disse no Qur’an Majid:

            “E Eu não criei os gênios e os humanos senão para eles Me adorarem.” (TSQ, surat zariat, versículo 56)

            Para que o homem cumpra o propósito de sua criação, ele precisa viver num ambiente que incentive e propicie a adoração a Allah(swt), que o ajude a não se esquecer que suas obrigações primeiras são com Allah(swt).

 Como sistema de vida completo, o Islam pressupõe a existência de uma sociedade que aplique a Lei de Allah(swt), na qual todas as estruturas derivam da Revelação Divina. Apenas esse sistema político-social, que incentiva o bem e coíbe o ilícito, permite ao homem cumprir o propósito para o qual foi criado, fazendo de sua vida um permanente ato de adoração, uma vez que ele obedece à Lei revelada por Allah(swt) em todas ações que realiza.

O Khilafah é a expressão do homem em harmonia com o Universo, é a organização  social  humana estruturada de acordo com a Lei Suprema do Criador,  Lei  que rege toda a criação, desde as leis da natureza até as sociedades complexas dos insetos e dos animais, tudo é organizado pela Lei de Allah(swt). Ao revelar ao homem o código sobre o qual ele deve estruturar a sociedade, Allah(swt) o favorece com esse mesmo benefício: a organização de uma sociedade que respeite sua natureza e permita uma vida produtiva - material, moral, intelectual e espiritualmente – na qual ele possa cumprir o propósito para o qual foi criado: adorar a Allah(swt).

Quando o uso da diretriz divina é abandonado, quando o homem se outorga o direito de elaborar as leis que organizam a sociedade, todos os indivíduos são condenados ao insucesso: incapazes de cumprir o propósito da criação, obtem da vida vazio e insatisfação.

Apenas o Estado Islâmico organiza a sociedade humana em harmonia com a natureza e propcia o ambiente que permite ao homem o cumprimento seu propósito individual de existência,  - adorar a Allah(swt) – garantindo-lhe uma vida cheia de realizações e satisfação pessoal.

Quando o muçulmano diz: “ashhadu na la illaha illlah Allah” (atesto que não existe divindade senão Allah), ele se declara livre da servidão a outro ser humano, e se submete exclusivamente a Allah(swt). Para que ele efetivamente seja servo de Allah(swt) apenas, ele deve rejeitar a obediência a leis feitas por seres humanos, e obedecer a Allah(swt) exclusivamente.

Allah(swt) disse:

“Em verdade, enviamos para cada povo um mensageiro com a ordem: adorem a Allah e evitem o taghut”.(TSQ, surat an-nahl, versículo 35) 

Aquele que segue a lei do taghut se submete a outros que não a Allah(swt), colocando-se a serviço daquele a quem obedece...

Apenas dentro do Estado Islâmico  é possível evitar o taghut, porque vivendo numa sociedade orientada pela Lei de Allah(swt), o indivíduo estará sempre obedecendo primeiro a Allah(swt) quando obedece à autoridade responsável pela aplicação da shari’a de Allah(swt). Assim, apenas através da estruturação do Estado Islâmico o homem se liberta da servidão a outros homens e vive obedecendo a Allah(swt) somente, assim, só dentro do Khilafah, o o homem completa o ideal islâmico.

Obedecendo a Allah(swt)

Allah(swt) fez da organização política islâmica uma obrigação para o Rasulullah(saws), quando disse:

“E julgue entre eles pelo que Allah revelou e não siga os desejos deles e esteja atento para que não o desviem de algo daquilo que Allah revelou”.(TSQ, surat al maida, versículo 49, trecho)

A obrigação se estende para toda a Ummah, por isso o Rasulullah disse:

“'Todo aquele que morrer sem um bay'ah em seu pescoço, sua morte é como nos tempos da jahylyyia.” (transmitido por Muslim, na autoridade de Nafi, na autoridade de Uma)

E Allah(swt) disse também:

“Obedeça a Allah, e obedeça ao Mensageiro e às autoridades instituídas entre vocês. Se diferirem em algo, tomem por referência Allah e o Seu Mensageiro.” (TSQ, surat an-nissa, versículo 59)

Allah(swt) associa o uso da diretriz divina para solução dos conflitos da vida quotidiana com verdadeira fé:

“Mas não, por seu Senhor, não terão verdadeira fé a menos que o tome por juiz em suas disputas e não se encontre em suas almas resistência alguma contra suas decisões mas as aceitem com total submissão.” (TSQ, surat na-nissai, versículo 65)

A partir do momento em que Allah(swt) ordenou que se governasse segundo Sua Lei, tornou-se obrigatório o estabelecimento de uma entidade política estruturada sobre as instruções divinas, como o Estado Islâmico estabelecido pelo Rasulullah(saws) em Madina, que tivesse como referência a Revelação, ficando  proibido o uso de outra diretriz que não a Lei de Allah (swt) na estruturação deste Estado:

“Anseiam acaso pelo juízo do tempo da jahilyyia Quem é melhor juiz do que Allah para os que são firmes na fé (TSQ, surat al-maida, versículo 43, trecho)

“E quem falhar em julgar pelo que Allah revelou, estes são os kafireen (descrentes)”. (TSQ, surat al-maida, versículo 44, trecho)

“E quem falhar em julgar pelo que Allah revelou, estes são os zalimeem (opressores)” (TSQ, surat al-maida, versículo 45, trecho)

“E quem falhar em governar pelo que Allah revelou, estes são os fasiqeen (malfeitores, rebeldes)”. (TSQ, surat al-maida, versículo 46, trecho)  

                O estabelecimento de um Estado que governe segundo a Revelação Divina é uma ordem: negligenciar ou negar esta necessidade é ignorar uma ordem de Allah(swt) e dividir a religião, o Islam é indivisível, e quem crê nele aplica-o  por inteiro, e quem descrê, abandona-o, não há ordem que seja mais importante que outra, todas devem ser observadas e a obediência deve ser integral e irrestrita.

“Crêem, acaso, em parte do Livro e rejeitam a outra?Aqueles que assim procederem não receberão em troca senão a desonra na vida terrena, e no Dia do Juízo, serão submetidos ao mais severo dos castigos. E Allah não está desatento em relação a tudo que fazem.” (TSQ, surat al-baqara, versículo 85)

Prática integral do Islam

            A prática integral do Islam é inviável fora da sociedade islâmica, não só porque há prescrições e regulamentos que só são aplicáveis por parte da autoridade governante, mas também porque é impossível para o muçulmano orientar seus afazeres terrenos, que dependem de relações com outras pessoas, inteiramente de acordo com o Islam vivendo numa sociedade kufar.

O Islam abrange relações sociais, códigos legais e comportamentais, prescrições para os afazeres quotidianos que não podem ser postos em prática de  maneira individual e isolada, a sociedade deve ter a mesma orientação que o indivíduo para viabilizar a aplicação de muitas das injunções islâmicas. A shari`a al-islamiya é a Lei de um Estado:a aplicação de um código penal, um código civil, um modelo econômico, uma política de educação, etc, por sua natureza, só podem ser implantados pelo Estado usando sua autoridade sobre o indivíduo.  Não é possível agir de acordo com a shari`a al-islamiya dentro de um Estado kufar que tem leis e estruturas que contrariam o sistema islâmico de pensamento e de vida.

            Quase todas as posturas e atitudes dos muçulmanos, devido ao seu alto nível, contrariam diretamente as estruturas, os conceitos e os padrões de conduta kufar: numa sociedade predominantemente kufar, o muçulmano é vítima de intensa pressão, dificultando, quando não impossibilitando, a prática de sua religião, e o que foi revelado como uma misericórdia de Allah(swt) para humanidade, um caminho fácil, uma solução para os conflitos existenciais e sociais, torna-se fonte de tribulações, deturpando a imagem do Islam e afastando-o de sua natureza. É muito comum no Ocidente vermos os muçulmanos abandonarem suas identidades islâmicas diante das pressões da sociedade kufar, abrindo mão de direitos e negligenciando deveres, de forma que a vida nessas condições impele à desobediência a Allah (swt). Quantas mulheres abandonam o uso do hijab devido à necessidade de se enquadrarem num perfil aceitável para o mercado de trabalho, o qual não podem abandonar numa sociedade que as priva de seus direitos? Quantos homens deixam de comparecer na salat ul jumu`a porque não podem deixar o trabalho nas sextas-feiras? Quantas crianças abandonam a religião de seus pais devido à falta de ensino islâmico associado à manipulação para o kufr? Além desses aspectos práticos, ainda podemos mencionar a carga de preconceito, de discriminação, de incompreensão e intolerância da sociedade kufr para com os muçulmanos...    Esta situação é inaceitável! É um direito de todo muçulmano viver numa sociedade que propicie e incentive a prática integral do Islam, que possibilite o cumprimento de seus deveres e não viole seus direitos, uma sociedade na qual o indivíduo possa se desenvolver espiritual, intelectual, moral e materialmente de forma integrada e dentro dos limites estabelecidos por Allah(swt), num ambiente de obediência e submissão integral ao Senhor do Universo.

Proteção da Ummah

            O Profeta Muhammad (saws) disse:

"O Imam é um escudo, atrás do qual se luta e atrás do qual se se protege"  (transmitido por Muslim, de al-Araj, de Abu Huraira)

Sem um Khalifah, sem o Imam, o líder que represente internacionalmente os ideais e una a comunidade, aplique a shari`a al-islamiya, garantindo aos muçulmanos a facilidade no cumprimento de seus deveres e a preservação de todos os seus direitos, a Ummah fica desamparada como um órfão numa sociedade injusta...

Allah(swt) concedeu aos muçulmanos direitos que nenhuma outra nação proporciona aos seus cidadãos, fora da sociedade islâmica, o muçulmano é lesado.O Khilafah é proteção do indivíduo, quando lhe garante que seus direitos não serão violados e ainda cria um ambiente que favorece o cumprimento de seus deveres, não só para com seus concidadãos, mas, mais importante, para com Allah (swt), propiciando que ele trabalhe para sua salvação, integrando seus aspectos materiais e espirituais,  coisa absolutamente inviável dentro de sociedades seculares que priorizam demasiadamente a matéria.

            A união é a maior fonte de força desta comunidade, tanto que desde a conspiração que destruiu o Khilafah turco, impedir que a Ummah se una é a prioridade dos inimigos de Allah (swt) e dos muçulmanos: o Khilafah é proteção da Ummah uma vez  que representa a união de todos os muçulmanos  numa  organização que aplique as Leis  de Allah(swt), uma união motivada pela  obediência ao senhor do Universo, que harmoniza as mais diferentes pessoas através da unidade de seu  ideal, de forma que cada uma disponibilize para causa de Allah(swt) suas habilidades e capacidades, fazendo desta Ummah a mais completa nação, uma vez que incluirá os mais diferentes povos com as mais diferentes aptidões. Só através do Khilafah esta unidade se concretiza, sob uma liderança unificada.

 Acaso, se todos os muçulmanos estivessem unidos, os inimigos de Allah(swt) ocupariam nossas terras e pilhariam nossas riquezas? Eles só tomam coragem depois de enfraquecer seu oponente! Acaso, se o Islam estivesse fortalecido pela sua aplicação integral por um quinto da população do mundo, expressando sua perfeição numa  sociedade exemplar, a campanha que objetiva denegrir  sua imagem teria sucesso? Quem encontraria argumentos contra a perfeição do Criador  do Universo(swt)? Se os muçulmanos estivessem unidos, sob a bandeira do "la illaha illa Allah, Muhammad rasulullah",  disponibilizando as mais variadas habilidades a serviço da causa de Allah(swt), quem os enfrentaria?

A Ummah islâmica passa pelo pior momento  de sua história porque  perdeu sua proteção: o Khilafah protege o deen islâmico, o indivíduo muçulmano e a Ummah islâmica. Antes de oprimir, invadir, ocupar  e pilhar, o inimigo se preocupou em destruir o Khilafah e minar a unidade desta nação, porque aí reside o segredo de sua força e de seu sucesso, e  também a  solução de seus problemas,  o fim dos conflitos e a retomada da posição que lhe é devida: a liderança da humanidade.

Divulgação do Islam

            A praticabilidade é uma das características especiais do sistema islâmico de pensamento e de vida, porque as  ideologias seculares, ainda que sejam muito boas na teoria, são impraticáveis em sua íntegra. Já com o Islam, acontece o contrário: apenas quando aplicado em sua íntegra expressa toda sua perfeição e mostra  toda sua virtude, destacando-se e deferenciando-se totalmente dos sistemas  humanos. Como é um  sistema completo, se mutilado, torna-se incoerente... esta é a estratégia dos inimigos do Islam, que, ao atacarem o Khilafah, destruindo-o, e impedindo a aplicação do Islam como um todo, exploram as inconsistência geradas por essa situação extraordinária. Se aplicado parcialmente, o Islam é incapaz de  se mostrar  como realmente é, sua perfeição, seu diferencial ficam ofuscados pelas inevitáveis incoerências e inconsistências que surgem quando existe Islam mas não existe sociedade islâmica...

            Allah(swt) revelou o Islam como orientação para toda humanidade  e ordenou ao Profeta(saws) e aos muçulmanos que divulgassem Sua Mensagem para a terra toda. Sem um exemplo que expresse a perfeição e superioridade do Islam, sem um centro que garanta sua conservação e o proteja dos ataques dos inimigos de Allah(swt), não  é possível realizar esta missão!

            O estabelecimento do Khilafah é imprescindível como referência para os muçulmanos e  para divulgação do Islam. Inicialmente, porque será o exemplo da  perfeição e superioridade do Islam  diante dos sistemas humanos, assim como uma evidência de sua praticabilidade, expressão de uma sociedade perfeita, cuja mera existência é a mais eficiente propaganda, uma vez que soluciona todos os conflitos individuais e coletivos dos seres humanos, e promove uma evolução espiritual, moral e ética da qual a prosperidade material é uma conseqüência. Além disso, um Estado tem recursos e meios para controlar e divulgar informação, defender o Islam de  ataques ideológicos e o Estado da interferência cultural, arma  comum e eficiente usada nos dias de  hoje.

Assim, para que  o Islam  seja divulgado e atinja o mundo todo, se faz necessário um exemplo que represente suas melhores características e seus principais diferenciais em relação aos outros sistemas de pensamento e da vida: só o estabelecimento do Khilafah pode atingir este objetivo, representando o deen islâmico em sua íntegra e criando não só argumentos, mas também meios para  sua divulgação, cumprindo a ordem de Allah(swt) de divulgá-lo para toda humanidade.

Conclusão

            O Khilafah é a expressão da  unidade, igualdade e fraternidade do Islam, por isso, ponto de apoio desta Ummah, de onde ela tira força para resistir aos constantes ataques dos incrédulos: sem o Khilafah, os muçulmanos são como órfãos, entregues nas mãos de guardiões opressores que intentam afastá-los da prática de sua religião.

Com a desestruturação do Khilafah, idéias divisionistas foram introduzidas, enfraquecendo a comunidade e abrindo caminho para contaminação cultural, enfraquecendo os argumentos do Islam, fazendo com que seu apelo fosse marcado por inconsistências, que sua imagem ficasse denegrida a ponto de se argumentar que ele já não servia  para humanidade, não tendo outra alternativa senão se adaptar a "nova ordem mundial." Tudo isso foi planejado há quase 200 anos, um projeto muito bem executado que rendeu aos inimigos dos muçulmanos os frutos esperados, e como conseqüência, afastou os muçulmanos da obediência a Allah(swt) ... hoje a Ummah se encontra fragmentada, com suas divisões acentuadas, sua ideologia contaminada, a imagem do Islam entre os não muçulmanos totalmente deteriorada, muito longe de  corresponder à realidade, de forma que a dawah seja praticamente impossível.

“E apeguem-se ao vínculo de Allah(swt), e não se dividam.” (TSQ, surat al Imran, versículo 103)

Allah (swt) prometeu conservar esta religião que jamais perderá suas virtudes, que resistirão até ao mais feroz ataques dos incrédulos que, por não obedecerem  a Allah(swt), querem dissuadir os outros de  obedecer.

“Desejam extinguir a Luz de Allah com suas bocas, mas Allah não permitirá, porque a luz de Allah é perfeita, ainda que os incrédulos detestem isso.” (TSQ, surat at-tauba, versículo 32)

A virtude do Islam como sistema de pensamento reside  na própria fé islâmica e não se perderá jamais. A força dos muçulmanos tem como base a obediência  a Allah(swt) e ainda que muitos estejam contaminados pela brutalidade do apego à matéria, sempre haverá aqueles que não pouparão nenhum esforço para lutar pelo seu direito de obedecer na íntegra ao Seu Senhor e devolver ao Islam a posição de liderança da  humanidade que lhe é de direito, fazendo com que ele volte  ao seu esplendor, levando o movimento de libertação do Islam a toda a  humanidade:

“Que surja de vós um grupo que recomende o bem, proíba o ilícito e dite a retidão, este grupo terá sucesso. (TSQ, surat al Imran, versículo 104)”.

Apenas a restauração do Khilafah pode resolver todos os problemas enfrentados hoje pelos  muçulmanos, pelo Islam e por  toda a humanidade, uma vez que só através da organização de uma  sociedade que governe e julgue pela Lei de Allah(swt) o Islam se manifestará na terra integralmente,  e expressará sua perfeição de forma tão evidente  que será impossível ocultá-la, como sempre foi ao  longo da história, desde o estabelecimento do Estado Islâmico em Madina até a queda do Khilafah turco em 1924.  O movimento restaurador do Khilafah é a maior e mais urgente necessidade da Ummah nestes tempos de opressão e dificuldades, não adianta combater os problemas de forma isolada, apenas o estabelecimento do Khilafah soluciona todos os problemas enfrentados pela Ummah e ainda oferece à humanidade uma alternativa para o caos em que se encontra, pois é a partir do Khilafah que a Mensagem do Islam pode ser levada ao mundo todo. Os inimigos do Islam foram direto ao ponto quando escolheram como alvo a esfera política e organização social islâmica,  porque enfraqueceram a Ummah de forma que pudessem agir segundo seus planos sórdidos de secularização do Islam, garantindo que as falácias de seus sistemas defeituosos jamais fossem expostas, garantindo não só que os muçulmanos fossem incapazes de praticar o Islam na íntegra, mas também que a humanidade não conhecesse alternativa para o sistema  insatisfatório por eles estabelecido e defendido, garantindo a manutenção de sua ascendência e domínio.É muito claro o papel da entidade política islâmica, tudo gira em torno de sua existência ou inexistência: a prática do Islam, a consistência e coerência de suas injunções e sua divulgação para toda humanidade .

No momento em que vivemos, esta é a única causa a se defender no caminho de Allah(swt) porque significa a solução de todos  os conflitos, uma solução ampla e global que devolve ao Islam seu esplendor, aos muçulmanos seus direitos e a humanidade a alternativa para a situação de submissão e controle na qual se  encontra sob  jugo opressor da "nova ordem mundial".